ECONOMIA

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Mercado eleva previsão da inflação para 4,71% este ano

(via Agência Brasil)

| Edição de 13 de abril de 2026 | Atualizado em 13 de abril de 2026

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A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que é a referência oficial da inflação no Brasil, foi ajustada de 4,36% para 4,71% para este ano.

Essas estimativas estão presentes no Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (13), uma pesquisa semanal do Banco Central (BC) que reúne as expectativas de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.

Em meio às tensões provocadas pela guerra no Oriente Médio, a previsão para a inflação deste ano foi elevada pela quinta semana consecutiva, ultrapassando o intervalo da meta que o BC deve perseguir.

Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta de inflação é de 3%, com um intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual. Isso significa que o limite inferior é de 1,5% e o superior de 4,5%.

Em março, o aumento dos preços em transportes e alimentação fez com que a inflação oficial do mês fechasse em 0,88%, comparado a 0,7% em fevereiro. O IPCA acumulado em 12 meses ficou em 4,14%, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Para 2027, a projeção da inflação subiu de 3,85% para 3,91%. Para 2028 e 2029, as estimativas são de 3,6% e 3,5%, respectivamente.

Taxa Selic

Para atingir a meta de inflação, o Banco Central utiliza como principal ferramenta a taxa básica de juros, a Selic, atualmente fixada em 14,75% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC. Na última reunião, realizada no mês passado, o colegiado decidiu, por unanimidade, reduzir a Selic em 0,25 ponto percentual. Antes da escalada do conflito no Irã, a expectativa predominante era de um corte de 0,5 ponto.

Com a Selic em 15% ao ano, o nível era o mais alto desde julho de 2006, quando estava em 15,25% ao ano. De setembro de 2024 a junho de 2025, a taxa foi elevada sete vezes consecutivas, mas não sofreu alterações nas quatro reuniões seguintes.

Após esse período prolongado de manutenção da taxa, havia uma indicação de início de um ciclo de redução. No entanto, diante das incertezas provocadas pelo conflito no Oriente Médio, o BC não descarta rever o ciclo de baixa, caso seja necessário.

O próximo encontro do Copom para definir a Selic está agendado para os dias 28 e 29 de abril.

Nesta edição do Focus, a estimativa dos analistas de mercado para a taxa básica até o fim de 2026 permaneceu em 12,5% ao ano. Para 2027 e 2028, a previsão é que a Selic seja reduzida para 10,5% ao ano e 10% ao ano, respectivamente. Em 2029, a taxa deve chegar a 9,75% ao ano.

Quando o Copom aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida, o que impacta nos preços, pois os juros mais altos encarecem o crédito e incentivam a poupança. Assim, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia.

Os bancos ainda consideram outros fatores ao definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas. Quando a Taxa Selic é reduzida, a tendência é que o crédito fique mais barato, incentivando a produção e o consumo, diminuindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.

PIB e câmbio

Nesta edição do boletim do Banco Central, a estimativa das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira este ano permaneceu em 1,85%.

Para 2027, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB, a soma dos bens e serviços produzidos no país) ficou em 1,8%. Para 2028 e 2029, o mercado financeiro estima uma expansão do PIB de 2% para ambos os anos.

Em 2025, a economia brasileira cresceu 2,3%, de acordo com o IBGE. Com expansão em todos os setores e destaque para a agropecuária, o resultado representa o quinto ano seguido de crescimento.

No Focus desta semana, a previsão da cotação do dólar está em R$ 5,37 para o final deste ano. No fim de 2027, estima-se que a moeda norte-americana fique em R$ 5,40.

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Com informações da Agência Brasil