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Petrobras negocia exploração em Gana para ampliar presença na África

(via Agência Brasil)

| Edição de 21 de agosto de 2026 | Atualizado em 21 de agosto de 2026

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A Petrobras anunciou seu interesse em explorar petróleo em Gana, um país com cerca de 35 milhões de habitantes localizado na costa Oeste da África.

Essa decisão faz parte da estratégia da companhia de buscar novas fronteiras para a produção de óleo e gás, com o continente africano sendo uma das áreas escolhidas para essa expansão.

A nova intenção da empresa foi divulgada através de um comunicado a investidores. A manifestação de interesse é direcionada a blocos exploratórios, que são a fase anterior à produção, em áreas offshore, ou seja, no mar, da Bacia de Keta.

De acordo com a Petrobras, o Ministério de Energia e Transição Verde de Gana aprovou a habilitação para negociar contratos referentes a quatro blocos.

A estatal explica que a aprovação permite que a empresa entre “na fase de negociação direta dos termos dos contratos de exploração”.

Petrobras no mundo

Atualmente na África, a Petrobras está presente na Namíbia, São Tomé e Príncipe e África do Sul.

Em São Tomé e Príncipe, a empresa participa de quatro blocos exploratórios, sendo três operados pela anglo-holandesa Shell.

Na África do Sul, a Petrobras tem participação no bloco Deep Western Orange Basin (Dwob), que é operado pela francesa TotalEnergies.

Na Namíbia, a Petrobras assinou um contrato para adquirir participação no Bloco 2613 e aguarda confirmação de entrada pelas autoridades governamentais do país. Uma vez aprovado o consórcio, a operadora será também a TotalEnergies.

A empresa brasileira está presente também na Argentina, Bolívia, Colômbia e Estados Unidos. Em junho de 2026, a companhia firmou um entendimento para estabelecer uma cooperação estratégica e técnica com a estatal Pemex, com foco no Golfo do México.

Margem Equatorial

O movimento da Petrobras ocorre no momento em que a empresa avança na exploração de petróleo na Margem Equatorial, no litoral extremo norte do Brasil.

A região é apontada como de grande potencial, assim como foi o pré-sal, no mar do Sudeste, de onde saem mais de 83% da produção própria (descontada a parte de empresas consorciadas) de óleo e gás da Petrobras.

Esta semana, a companhia detalhou os primeiros achados de petróleo no poço Morpho, no bloco BM-FZA-59, a 175 quilômetros do Oiapoque, no Amapá, e a cerca de 500 km de distância da foz do Rio Amazonas.

A empresa continua o trabalho de perfuração para identificar a capacidade do reservatório e análises laboratoriais para verificar a qualidade do óleo.

A Petrobras tem dito que o pré-sal deve entrar em declínio (atingimento do ponto máximo de produção) perto de 2034, caso não haja expansão das reservas.

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Com informações da Agência Brasil