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Campanha pede à Fifa Copa do Mundo sem publicidade de refrigerante

(via Agência Brasil)

| Edição de 14 de julho de 2026 | Atualizado em 14 de julho de 2026

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Com o fim da Copa do Mundo se aproximando, ativistas esperam que esta seja a última edição do torneio com patrocínio de fabricantes de bebidas açucaradas. A campanha "Tirem o Refrigerante de Campo" está pressionando a Federação Internacional de Futebol (Fifa) para reconsiderar seus contratos de patrocínio, especialmente com marcas como a Coca-Cola, que é uma das patrocinadoras das competições organizadas pela entidade máxima do futebol mundial.

Preocupações com a Saúde

A campanha surge de preocupações com a saúde pública, devido à associação entre o consumo de bebidas açucaradas e problemas como obesidade, diabetes e outras doenças. Mais de 100 organizações da sociedade civil, de diversas partes do mundo, participam dessa iniciativa, incluindo oito brasileiras, como o Instituto de Defesa de Consumidores (Idec) e a Aliança pela Alimentação Saudável.

De acordo com dados da campanha, cada aumento de 250 mililitros na ingestão diária de bebidas adoçadas pode elevar o risco de obesidade em 12%, diabetes tipo 2 em 19% e mortalidade por causas cardiovasculares em 13%. Além disso, o risco de mortalidade por todas as causas aumenta em 5%.

"Para a maioria das crianças e adolescentes, um refrigerante de 355 ml já ultrapassa a quantidade diária recomendada de calorias provenientes de açúcares livres", destaca a campanha.

Carta à Fifa

Até a última terça-feira, cerca de 720 mil pessoas já haviam manifestado apoio à iniciativa, conforme informações do site da campanha. As entidades enviaram uma carta aberta ao presidente da Fifa, Giovanni Infantino, expressando preocupação com o que chamam de "sportswashing" — termo que se refere à prática de associar produtos prejudiciais à saúde com esportes e bem-estar.

"Durante o torneio de 2026, até 6 bilhões de torcedores, muitos deles crianças, verão campanhas publicitárias que associam as maiores estrelas do futebol a bebidas açucaradas ligadas à obesidade, diabetes tipo 2 e outras doenças relacionadas à alimentação", alerta a carta.

Renata Couto, diretora executiva do Instituto Desiderata, ressalta que a publicidade de refrigerantes pode ter impactos profundos em crianças e adolescentes, moldando comportamentos de consumo alimentar não saudáveis desde cedo.

A campanha recorda que a indústria do tabaco já enfrentou pressões semelhantes e deixou de patrocinar eventos esportivos, como ocorreu na Fórmula 1 entre as décadas de 1990 e 2000.

A Agência Brasil tentou contato com a Fifa para comentários, mas não obteve resposta até o fechamento da reportagem.

Publicidade de Bets

A polêmica em torno da publicidade na Copa do Mundo não se limita às bebidas açucaradas. As plataformas digitais de apostas, conhecidas como "bets", também têm sido alvo de críticas. No Brasil, novas portarias ministeriais impuseram restrições a esse tipo de publicidade, incluindo alertas sobre os riscos de dependência e perdas financeiras associadas às apostas.

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Com informações da Agência Brasil