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Cinefoot celebra filme de Joaquim Salles sobre time do Amapá

(via Agência Brasil)

| Edição de 12 de agosto de 2026 | Atualizado em 12 de agosto de 2026

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A 16ª edição do Festival de Cinema de Futebol (Cinefoot) consagrou o filme Copinha, dirigido por Joaquim Salles, como o Melhor Filme na mostra competitiva internacional de longas-metragens.

Joaquim Salles, que é sobrinho do renomado cineasta Walter Salles, vencedor do Oscar de Melhor Filme Internacional por Ainda Estou Aqui, e filho do documentarista João Moreira Salles, trouxe ao público uma obra que destaca o futebol de base.

Os filmes foram exibidos gratuitamente em quatro salas no Rio de Janeiro, de quinta-feira da semana passada (6) até terça-feira (11), e no Museu do Futebol, em São Paulo, entre as últimas sexta (7) e segunda-feira (10).

Trajetória do Esporte Clube Macapá

A produção de Joaquim Salles narra a jornada do Esporte Clube Macapá na Copa São Paulo de Futebol Júnior de 2024, conhecida como Copinha, o mais prestigiado torneio de futebol sub-20 do mundo. O filme destaca a busca por reconhecimento de jovens atletas que vivem longe dos grandes centros do futebol.

Na competição, o Macapá venceu o Potyguar Seridoense-RN e empatou com o Flamengo de Guarulhos (SP) e o Vasco, avançando em segundo lugar no grupo. A equipe foi eliminada na fase seguinte pelo Ibrachina, um clube paulistano dedicado às categorias de base.

Outros Destaques do Festival

Na categoria de Melhor Curta-Metragem da mostra competitiva internacional, o vencedor foi Camisa 9, dirigido por Guilherme Baptista. O curta destaca a influência de três jornalistas negros da família Baptista - Orlando e seus filhos Luiz Orlando e Oswaldo - que revolucionaram a cobertura do futebol na televisão nos anos 1980, trazendo irreverência e representatividade às mesas-redondas.

O Troféu João Saldanha, que reconhece obras que evidenciam o lado humano, libertário e democrático do futebol, foi concedido ao documentário Coligay, dirigido por Guto Franco e Murilo Megale. Este filme relembra a criação de uma torcida do Grêmio, a primeira totalmente gay do Brasil, surgida durante a ditadura militar.

Por fim, o Troféu Museu da Pelada foi para o documentário Várzea, dirigido por D'Andrade. A obra retrata as memórias do futebol amador jogado nos campos de terra batida, conhecidos como várzea, e o desaparecimento desses espaços.

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Com informações da Agência Brasil