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Com uma das melhores do mundo, rugby brasileiro mira volta à elite

(via Agência Brasil)

| Edição de 12 de março de 2026 | Atualizado em 12 de março de 2026

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O mês de março promete ser crucial para a seleção feminina de rugby do Brasil. Conhecidas como Yaras, as jogadoras brasileiras enfrentam as etapas finais da segunda divisão do Circuito Mundial de sevens, a versão olímpica do rugby com sete atletas em cada equipe. Nos dias 21 e 22, a equipe se apresenta em Montevidéu, no Uruguai, no Estádio Charrúa. Já no fim de semana seguinte, 28 e 29, os jogos ocorrem no Estádio Nicolau Alayon, em São Paulo.

Entre as seis seleções que disputam a promoção à elite do rugby feminino, nenhuma conta com uma jogadora como Thalia Costa. A maranhense de 28 anos foi escolhida para o “Time dos Sonhos” mundial na temporada passada, ao lado de estrelas de países como Nova Zelândia, Austrália e Japão, que têm uma tradição muito maior no esporte e atualmente estão na primeira divisão.

Thalia também se destaca no ranking histórico de pontuadoras do circuito, ocupando a 14ª posição com 127 tries em sete participações. O try, que ocorre quando a jogadora cruza a linha de fundo com a bola, é o equivalente ao gol no futebol. Na temporada anterior, Thalia marcou 29 tries em seis etapas, sendo a terceira maior artilheira da competição.

Velocidade e Trajetória

A velocidade é a principal arma de Thalia, que atinge mais de 30 quilômetros por hora em suas corridas para o try. Sua história no atletismo, onde competia nas provas de 100 e 200 metros, mesmo correndo descalça em pedra brita, ajuda a explicar essa habilidade.

“A Thalia é extremamente rápida e em excelente forma, o que permite que ela use sua velocidade repetidamente. Ela é pequena e ágil, encontrando e aproveitando os espaços, jogando de uma maneira que é muito benéfica para o Brasil”, comentou Crystal Kaua, técnica da seleção feminina, em entrevista à TV Brasil.

Transição para o Rugby

Thalia migrou para o rugby em 2017 e, dois anos depois, foi convocada para representar o Brasil, mudando-se para São Paulo, onde as Yaras treinam regularmente. A distância da família é compensada pela presença de sua irmã gêmea, Thalita, que também integra a seleção nacional.

“Estava em um momento da vida em que pensava em estudar, fazer faculdade. Mas a determinação da Thalia me inspirou a continuar no esporte. Sempre fizemos tudo juntas, e tê-la como irmã e inspiração é um privilégio”, disse Thalita à TV Brasil.

Desempenho Internacional

Em 2025, Thalia teve a oportunidade de jogar no Japão, defendendo o Mie Pearls ao lado de Gabriela Lima, também das Yaras. Foi sua primeira experiência em um clube estrangeiro. “Nunca pensei em sair do Brasil, mas quando surgiu a oportunidade, decidi tentar. Foi incrível, parecia que já conhecia todos do time há muito tempo, mesmo sem entender a língua”, relatou Thalia.

Desafios no Circuito

Para se juntar às oito equipes da primeira divisão e disputar o Campeonato Mundial, as Yaras precisam terminar o circuito entre as quatro melhores seleções. Na primeira etapa da segunda divisão, em Nairobi, Quênia, as brasileiras ficaram em último lugar, com apenas uma vitória em cinco jogos.

“Com a chegada de jogadoras mais jovens, sinto que é meu dever facilitar essa transição. Estamos nos conectando melhor e coisas boas estão por vir”, concluiu Thalia, que já representou o Brasil em duas Olimpíadas e conquistou o bronze nos Jogos Pan-Americanos de Santiago em 2023.

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Com informações da Agência Brasil