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Copa do Mundo 2030 celebrará centenário do torneio com 6 países-sede

(via Agência Brasil)

| Edição de 20 de julho de 2026 | Atualizado em 20 de julho de 2026

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Após 304 gols em 104 partidas, envolvendo 48 seleções em três países-sede, a Copa do Mundo de 2026 chegou ao fim neste domingo (19).

Para aqueles que acharam inusitado uma Copa do Mundo com três países-sede, a edição de 2030 promete surpreender ainda mais. Daqui a quatro anos, o torneio mais prestigiado do futebol mundial será realizado em seis países diferentes, distribuídos por três continentes: Espanha, Portugal, Marrocos, Uruguai, Argentina e Paraguai. A competição está prevista para ocorrer entre 8 de junho e 21 de julho.

As sedes da Copa de 2030 serão Espanha, Portugal e Marrocos. Os três países uniram forças em uma candidatura conjunta, que saiu vitoriosa. No entanto, 2030 marca o centenário da primeira Copa do Mundo, realizada no Uruguai em 1930. Por isso, os uruguaios terão a honra de sediar a cerimônia de abertura e o jogo inaugural do torneio.

Enquanto o Uruguai recebe o pontapé inicial do torneio em homenagem à primeira Copa e por ter sido o primeiro campeão da história, a Argentina sediará a primeira partida de sua seleção na Copa 2030.

De acordo com a Federação Internacional de Futebol (Fifa), os argentinos terão um jogo em casa "em reconhecimento ao papel da Argentina como finalista e vice-campeã da edição de 1930". A seleção do Paraguai também jogará em casa na abertura de seu grupo. Embora o Paraguai não tenha tido um papel de destaque na primeira Copa, sendo eliminado na fase de grupos, é a sede da Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol).

“Um jogo será disputado no Paraguai em reconhecimento ao papel do Paraguai como sede da Conmebol, a primeira e única confederação existente na época da edição de 1930”, justificou a Fifa.

Assim, os seis países anfitriões de jogos da Copa já têm vaga garantida no torneio. Argentina, Uruguai e Paraguai estão automaticamente classificados na cota de distribuição de vagas da América do Sul. Espanha e Portugal também têm vaga assegurada na cota europeia, enquanto Marrocos garante sua participação pela cota da Confederação Africana de Futebol (CAF).

Contudo, isso não significa que os demais países da América do Sul terão menos vagas em disputa nas eliminatórias. O presidente da Fifa, Gianni Infantino, está considerando expandir o número de participantes do torneio para 64 seleções. Nada está decidido, mas após a final que consagrou a Espanha campeã, ele declarou em entrevista no gramado que a Copa com 48 seleções foi “um sucesso”.

Se essa expansão se concretizar, consolidará a fase de 16-avos de final e permitirá a participação de países menores e sem tradição no futebol. Isso pode resultar em mais surpresas positivas, como foi o caso de Cabo Verde, e também incluir times menos competitivos, como Curaçao, Iraque e Uzbequistão, que não conquistaram nenhuma vitória.

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Com informações da Agência Brasil