O Corinthians enfrentou uma série de provações desde o ano passado e pode fazer um balanço positivo da terceira passagem de Tite pelo clube por causa do título brasileiro em 2015, mas ainda tem um incômodo evidente na sua trajetória: o mata-mata. Após quatro quedas em disputas desse tipo, clube e treinador iniciam hoje, às 21h45, contra o Nacional, no Uruguai, uma sequência que pode confirmar ou acabar com a “maldição” recente.
O embate chega apenas quatro dias depois da eliminação nos pênaltis para o Osasco Audax, em pleno estádio de Itaquera, que reforça a tese de que o Timão tem vacilado em jogos eliminatórios. No ano anterior, apesar do ótimo desempenho em duelos decisivos do Brasileiro, como o 3 a 0 contra o Atlético-MG, vice-líder, fora de casa, o clube foi outro quando tinha pela frente o mata-mata.
No Paulista, preferiu escalar um time misto contra o Palmeiras, na semifinal, e também foi superado nos pênaltis depois de um empate por 2 a 2 no tempo normal. Na Libertadores, duas derrotas para o Guaraní-PAR (2 a 0 fora e 1 a 0 em casa), eliminação marcada por exibições de baixa qualidade e posterior saída de ícones recentes do clube, como Fábio Santos, Emerson Sheik e Paolo Guerrero.
Depois, em meio à escalada no Brasileiro, queda na Copa do Brasil contra o Santos, também com duas derrotas (2 a 0 e 2 a 1). Neste ano, além do revés para o Audax diante de 41 mil corintianos, o time saiu derrotado nos clássicos contra o próprio Peixe (2 a 0) e o Palmeiras (1 a 0), fatores apontados como evidência de um pior rendimento em “jogos grandes”. A teoria, no entanto, é rechaçada no elenco.
“Foram poucos jogos. Tirando o Palmeiras, que foi muito abaixo do que a gente vinha fazendo, o time foi bem nos outros. Contra o Santos, abaixo no primeiro, mas igualou no segundo tempo. Mas, se não ganha, não adianta nada”, avaliou o atacante André, reconhecendo que, apesar do bom aproveitamento no início de ano, de nada adiantará se o clube não avançar na Libertadores.
A única novidade é a saída de Guilherme, criticado por participar pouco do jogo, que dará lugar a Rodriguinho. Alan Mineiro, substituído no intervalo pelo Paulista, ganha mais uma chance na ponta direita. Marquinhos Gabriel, Danilo e Luciano nem sequer viajaram.