Após 16 anos de espera, a Espanha volta ao topo do futebol mundial com uma nova geração de talentos. Ídolos da conquista de 2010, como Iker Casillas, Xavi Hernández, Carles Puyol e Andrés Iniesta, marcaram presença em Nova Jersey neste domingo (19), onde a seleção espanhola conquistou sua segunda estrela. A Fúria, como é carinhosamente chamada, é novamente campeã da Copa do Mundo.
Na final, os espanhóis enfrentaram a Argentina, atual campeã, e venceram por 1 a 0 na prorrogação, após um jogo intenso de 120 minutos. Com essa vitória, a Espanha se junta ao seleto grupo de bicampeões mundiais, ao lado de Uruguai e França, além de Argentina e Brasil, este último o único pentacampeão.
Diferentemente de 2010, o herói da vitória veio do banco de reservas. Ferran Torres, assim como Iniesta, representava o Barcelona no momento decisivo. No entanto, ao contrário de Iniesta, que foi revelado pelo clube catalão, Torres é oriundo do Valência e teve passagens pelo Manchester City antes de chegar ao Barça.
Com uma média de idade de 26,2 anos, a sexta menor da Copa, a Espanha já se posiciona como favorita para o Mundial de 2030, quando será uma das sedes. A equipe conta com jovens promissores como Gavi, Pedri e Nico Williams, que ainda não terão completado 30 anos na próxima Copa. Mesmo os jogadores mais experientes, como Rodri e Marc Cucurella, têm boas chances de participar do torneio.
Lamine Yamal, com apenas 19 anos, é o mais jovem campeão mundial desde Ronaldo em 1994. Apesar de uma atuação discreta na final, Yamal é a estrela da equipe espanhola e o quarto mais jovem a vencer uma Copa, atrás apenas de Pelé.
A conquista também marca a primeira vez que um país detém simultaneamente os títulos mundiais masculino e feminino, já que a Espanha venceu a Copa do Mundo feminina em 2023. No próximo ano, o Brasil sediará a Copa feminina, onde as espanholas tentarão manter a unificação dos títulos.
Além disso, a Espanha estabeleceu um novo recorde de invencibilidade, com 38 jogos sem perder, superando a Itália. Essa sequência começou contra o Brasil, em um empate em 2024.
Para a Argentina, a derrota adiou o sonho do tetra e trouxe à tona memórias da Copa de 1994, quando Maradona foi suspenso. Lionel Messi, aos 39 anos, se despede das Copas com um título, dois vices e como o segundo maior artilheiro da história do torneio, com 21 gols.
Messi liderou a artilharia durante boa parte da Copa, mas foi ultrapassado por Kylian Mbappé, que se tornou o maior artilheiro das Copas com 22 gols.
Futebol? Teve pouco
O primeiro tempo da final foi marcado por nervosismo e poucas chances de gol. A Espanha teve a iniciativa, mas não conseguiu converter as oportunidades em gols. A Argentina, por sua vez, não finalizou nenhuma vez antes do intervalo.
Ataque contra defesa
Na segunda etapa, a pressão espanhola aumentou, mas a defesa argentina, liderada por Dibu Martínez, resistiu bravamente. A expulsão de Enzo Fernández complicou ainda mais a situação para a Argentina, que segurou o empate até a prorrogação.
Tentativa de pênaltis
Durante a prorrogação, a Espanha continuou pressionando, mas a Argentina buscava levar a decisão para os pênaltis. Um gol de Nico Williams foi anulado por falta, aumentando a tensão do jogo.
Para a história
A insistência espanhola foi recompensada no segundo tempo da prorrogação, com Ferran Torres marcando o gol decisivo. A Argentina ainda tentou reagir, mas a defesa espanhola manteve-se firme, garantindo o título.
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Com informações da Agência Brasil