Um dos maiores ícones do futebol holandês, o ex-jogador Johan Cruyff teve a falência dos órgãos decretada nesta quinta-feira e morreu aos 68 anos vítima de um câncer. A doença, com foco no pulmão, foi descoberta em outubro de 2015 e vinha sendo tratada desde então. O site oficial de Johan Cruyff, chamado de “O Mundo de Johan Cruyff”, confirmou a notícia do falecimento do ex-atleta ontem em Barcelona.
A doença pulmonar que custou a vida de Cruyff, no entanto, não foi o primeiro problema de saúde com que o ex-atleta precisou lidar. Na década de 1990, quando estava no Barcelona como técnico, o holandês precisou se afastar do cargo por um período para tratar uma doença cardíaca.
Até seus últimos momentos de vida, já no tratamento da doença, Cruyff afirmava que o futebol vinha se apresentando como uma força motriz diante das adversidades.
“Pensar e falar de futebol me deixa alegre e evita que minha mente se preocupe com a doença”, comentou o ex-atleta no De Telegraaf, jornal holandês em que assinava uma coluna.
Como jogador, Cruyff integrou a seleção da ‘laranja mecânica’ na Copa de 1974, quando a Holanda foi vice-campeã; e o atacante, eleito o melhor jogador da competição. Revelado pelo Ajax, Cruyff defendeu o Barcelona por cinco anos, entre 1973 e 1978, quando decidiu se aventurar no futebol dos Estados Unidos, assim como fizeram Pelé e Beckenbauer na mesma época.
Ainda faturou o prêmio da Bola de Ouro – que elege o melhor jogador do mundo segundo a Fifa – três vezes, em 1971,1973 e 1974. No ano de 2004, quando já trabalhava como técnico, Johan Cruyff foi contemplado na lista dos 100 melhores jogadores de todos os tempos feita pela Fifa.