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Rivalidade entre Argentina e Inglaterra extrapola as quatro linhas

(via Agência Brasil)

| Edição de 13 de julho de 2026 | Atualizado em 13 de julho de 2026

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O embate entre Argentina e Inglaterra nesta quarta-feira (15), em Atlanta, nos Estados Unidos, vale mais do que uma vaga na final da Copa do Mundo de 2026. Este confronto carrega um peso histórico que transcende as quatro linhas, envolvendo até mesmo um conflito bélico, e é recheado de momentos emblemáticos em Copas do Mundo. Por isso, uma vitória na semifinal terá um sabor especial para ambos os lados.

Os dois países já se enfrentaram cinco vezes na história dos Mundiais, cada partida contribuindo para a construção de uma rivalidade incomum entre nações tão distantes. O primeiro encontro, em 1962, no Chile, terminou com a vitória da Inglaterra por 3 a 1, eliminando a Argentina ainda na fase de grupos. A Inglaterra seguiu adiante, mas foi derrotada pelo Brasil nas quartas de final.

Quatro anos depois, em 1966, a Copa foi realizada na Inglaterra, e os dois países se encontraram novamente nas quartas de final. A partida, vencida por 1 a 0 pelos ingleses, ficou marcada pela expulsão do capitão argentino Antonio Rattín, que gerou uma das mudanças mais significativas no futebol: a introdução dos cartões amarelo e vermelho. Rattín faleceu recentemente, e a seleção argentina o homenageou com uma faixa de luto durante a partida contra a Suíça, que garantiu a classificação para as semifinais de 2026.

Em 1982, a rivalidade entre os dois países ganhou um novo capítulo fora dos campos, com a Guerra das Malvinas. O conflito, que ocorreu entre abril e junho daquele ano, resultou em 904 mortes, a maioria de soldados argentinos, e deixou marcas profundas nas relações entre as duas nações.

Imagem ilustrativa da imagem Rivalidade entre Argentina e Inglaterra extrapola as quatro linhas
A Guerra das Malvinas ocorreu entre abril e junho de 1982, durante a ditadura militar argentina, na época sob comando do general Leopoldo Galtieri, e o governo a primeira-ministra do Reino Unido Margaret Thatcher. O conflito resultou em 904 mortes, a maioria delas (649) do lado argentino - Reuters/Eduardo Farre/Arquivo/Proibida reprodução

O destino quis que, na Copa de 1986, no México, os dois países se enfrentassem novamente. A Argentina venceu por 2 a 1, com dois gols memoráveis de Diego Maradona: o famoso "Gol da Mão de Deus" e um gol antológico driblando metade do time inglês. Este último foi eleito o melhor gol das Copas em uma votação da FIFA em 2002. A Argentina seguiu para conquistar o bicampeonato mundial.

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Segundo gol de Maradona na vitória por 2 a 1 da Argentina sobre a Inglaterra no Mundial de 1986, no México, foi eleito o melhor gol das Copas, em uma votação realizada em 2002 - Reuters/Juha Tamminen//file photo/proibida reprodução

Em 1998, na França, as seleções se enfrentaram nas oitavas de final. Após um empate por 2 a 2 no tempo normal, a Argentina venceu nos pênaltis. O jogo ficou marcado pela expulsão de David Beckham, que foi responsabilizado pela eliminação inglesa. A Argentina, no entanto, foi eliminada pela Holanda nas quartas de final.

O último encontro em Copas ocorreu em 2002, no Japão e na Coreia do Sul, quando a Inglaterra venceu por 1 a 0 com um gol de pênalti de Beckham. A Argentina foi eliminada na fase de grupos, enquanto a Inglaterra avançou até as quartas, sendo derrotada pelo Brasil.

Desde então, as seleções não se enfrentaram mais em Copas. O último confronto foi um amistoso em 2005, vencido pela Inglaterra por 3 a 2. Curiosamente, Lionel Messi, um dos maiores jogadores da história, nunca enfrentou a Inglaterra pela seleção argentina. No entanto, vários jogadores argentinos atuais atuam na Premier League, a liga mais prestigiada do mundo.

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Com informações da Agência Brasil