Após um hiato de mais de 13 anos, Brasília volta a ser palco da Conferência Nacional das Cidades. O evento, que acontece de hoje (24) até sexta-feira (27), reúne mais de 1,6 mil representantes de todo o Brasil para debater o futuro do desenvolvimento urbano no país nos próximos anos.
Organizado pelo Conselho das Cidades, um órgão colegiado do Ministério das Cidades, o encontro na capital federal é o ponto culminante de um processo de reuniões e debates realizados em mais de 1,8 mil dos 5.570 municípios brasileiros, abrangendo os 26 estados e o Distrito Federal.
Além de representantes do poder público, participam acadêmicos, membros de movimentos sociais e do setor empresarial, todos colaborando para definir as diretrizes da Política Nacional de Desenvolvimento Urbano (PNDU). Este conjunto de ações visa promover o desenvolvimento urbano sustentável no Brasil, em discussão desde 2019.
Os 1,6 mil delegados, com direito a voto, foram eleitos em encontros estaduais para trazer as reivindicações aprovadas em seus territórios. As propostas serão debatidas em salas temáticas e, ao final da conferência, serão consolidadas em um documento oficial que servirá de base para a elaboração da PNDU.
Temas em Debate
As salas temáticas abordarão tópicos como habitação, saneamento, periferias, mobilidade e desenvolvimento urbano, controle social, regularização fundiária, cooperação interfederativa, sustentabilidade, clima, transformações digitais, acessibilidade tecnológica e segurança cidadã.
Importância do Evento
Em participação no programa Bom Dia, Ministro – uma co-produção entre a Secretaria de Comunicação Social (Secom) da Presidência da República e o Canal Gov, transmitida pelos canais da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) – o ministro das Cidades, Jader Filho, destacou a importância da 6ª Conferência Nacional das Cidades.
“Vivemos em um país continental. E imaginar que, de Brasília, conseguiremos encontrar soluções para um país do tamanho do nosso seria muita pretensão”, comentou Filho, ressaltando o caráter participativo do evento.
Filho lamentou que a Conferência Nacional das Cidades, iniciada em 2003 – no primeiro ano do governo Lula – não tenha ocorrido desde 2013. “Isso tem um impacto muito grande, pois não amplia o processo de discussão. Muitas vezes, as decisões acabam não sendo as melhores para o futuro das nossas cidades”, acrescentou o ministro.
O ministro também associou a realização da 6ª conferência à reconstrução do Conselho das Cidades (Concidades), extinto em 2019, na gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro.
“Retomamos o Concidades e temos realizado reuniões trimestrais com esses conselheiros, debatendo e discutindo soluções para as cidades brasileiras.”
Com informações da Agência Brasil