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Operação contra o Comando Vermelho prende cinco pessoas em SP

(via Agência Brasil)

| Edição de 11 de março de 2026 | Atualizado em 11 de março de 2026

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Em uma operação realizada nesta quarta-feira (11), cinco pessoas foram detidas em uma ação que visa desmantelar a estrutura do Comando Vermelho no interior de São Paulo. A operação foi conduzida pelo Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP) e pela Delegacia de Investigações Gerais da Polícia Civil em Rio Claro, com o suporte da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo.

O foco principal da operação foi desmantelar a logística, as finanças e as operações do Comando Vermelho na região, onde o grupo é acusado de envolvimento em crimes como tráfico de drogas e armas, lavagem de dinheiro e homicídios.

Foram emitidos 19 mandados de prisão preventiva. Além das cinco prisões realizadas nesta quarta-feira, outras seis pessoas já estavam detidas. Os demais alvos da operação ainda estão foragidos.

Além disso, a Justiça emitiu 26 mandados de busca e apreensão em várias cidades de São Paulo e Minas Gerais. Foi determinado o bloqueio de R$ 33,6 milhões em contas bancárias, além do sequestro de 12 imóveis e 103 veículos.

Disputa Territorial

A operação foi desencadeada em um momento de aumento da criminalidade violenta na região de Rio Claro, conforme relatado pela promotoria. O MP-SP destacou o aumento das disputas territoriais entre o Primeiro Comando da Capital (PCC) e uma organização rival após uma nova liderança se aliar ao Comando Vermelho.

As investigações revelaram que o grupo utiliza veículos com compartimentos ocultos para transportar produtos ilícitos, além de empresas de fachada e "laranjas" para lavar dinheiro.

Os investigadores acreditam que a movimentação financeira dessa organização criminosa é significativa, com registros de circulação superiores a R$ 1,19 milhão em menos de um mês.

Para lavar dinheiro, eram utilizadas contas de pessoas físicas e jurídicas, como construtoras e consultorias, além de contas de passagem, abertas em nome de terceiros. As transações eram realizadas via Pix, TED e depósitos em dinheiro, o que dificulta o rastreamento.

A operação foi batizada de Linea Rubra (Linha Vermelha). Segundo o Ministério Público, o nome "representa a imposição de um limite ao avanço do Comando Vermelho no estado de São Paulo".

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Com informações da Agência Brasil