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Pesquisa mostra que brasileiro projeta futuro da Seleção sem Neymar

(via Agência Brasil)

| Edição de 20 de julho de 2026 | Atualizado em 20 de julho de 2026

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Um novo ciclo da Copa do Mundo começa nesta segunda-feira (20), e a contagem regressiva já está em andamento: são 1.419 dias até o próximo Mundial. Após a pior campanha desde 1990, com a eliminação nas oitavas de final para a Noruega, os torcedores brasileiros se perguntam sobre a jornada rumo a 2030. Entre as muitas dúvidas, uma se destaca: Neymar ainda tem espaço na Seleção Brasileira?

De acordo com a última rodada do estudo "Eu Vi o Brasil - O país do futebol?", realizado semanalmente pela agência de pesquisas de mercado IMO Insights, 46% dos entrevistados consideram que o ciclo de Neymar na Seleção chegou ao fim. No entanto, essa percepção não representa uma maioria absoluta, ou seja, não supera 50%.

Por outro lado, 36% do público acredita que o atacante de 34 anos ainda merece continuar na Seleção. Na próxima Copa, Neymar terá 38 anos, idade inferior à de Lionel Messi na edição deste ano. Além disso, 18% dos entrevistados não têm uma opinião definida sobre a permanência do jogador.

Apesar da divisão de opiniões sobre o futuro de Neymar na Seleção, a imagem do atacante junto aos torcedores sofreu um desgaste significativo. Para 67% dos pesquisados, a saída de Neymar abre espaço para uma renovação visando 2030. Apenas 14% discordam, e novamente, 18% não têm opinião definida.

"Em relação ao levantamento antes do início da Copa, Neymar perdeu seis pontos percentuais como jogador preferido, aumentou três pontos como jogador menos apreciado e caiu cinco pontos como representante do espírito da seleção brasileira", afirmou Simona Karen Miranda, diretora de Operações da IMO, à Agência Brasil.

"Os números sugerem que a discussão em torno de Neymar deixou de ser apenas técnica e passou a refletir um desejo de mudança de ciclo por parte de uma parcela significativa dos brasileiros. Não indica apenas uma perda de popularidade do jogador, mas também uma maior disposição do torcedor para enxergar o futuro da Seleção sem ele", completou.

Neymar enfrentou lesões ao longo do último ciclo, chegando à Seleção para a Copa deste ano com uma lesão grau dois na panturrilha direita. No total, ele jogou apenas 55 minutos no Mundial, sendo 15 na terceira rodada contra a Escócia e cerca de 40 na eliminação para a Noruega, quando marcou um gol de pênalti.

O futuro de Neymar como profissional é incerto. Seu pai e empresário, Neymar da Silva Santos, divulgou uma carta aberta após a eliminação para a Noruega, pedindo que o filho não se aposente. Neymar tem contrato com o Santos até o fim deste ano e se reapresentou ao clube na última sexta-feira (17).

Se sua passagem pela Seleção realmente chegou ao fim, Neymar se despede com 80 gols em 130 jogos oficiais pela FIFA, tornando-se o maior artilheiro da Amarelinha, superando Pelé (77 gols). Além disso, conquistou a medalha de ouro olímpica nos Jogos do Rio de Janeiro em 2016 e foi campeão da Copa das Confederações de 2013, realizada no Brasil.

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Soccer Football - FIFA World Cup 2026 - Round of 16 - Brazil v Norway - New York New Jersey Stadium, East Rutherford, New Jersey, U.S. - July 5, 2026 Brazil's Neymar in action IMAGN IMAGES via Reuters/Caean Couto - Reuters/Caean Couto/Arquivo/Proibida reprodução

O peso da CBF

Além de Neymar, a percepção pública é de que o novo ciclo da Copa deve ser acompanhado por uma transformação na Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Entre os Mundiais de 2022 (Catar) e 2026, a entidade passou por trocas polêmicas na presidência e quatro mudanças de treinador: de Ramon Menezes a Carlo Ancelotti, passando por Fernando Diniz e Dorival Júnior.

Segundo a pesquisa, 86% dos entrevistados concordam que a CBF precisa de "mudanças profundas para que o Brasil volte a ser uma potência no futebol mundial". Além disso, 72% acreditam que os problemas de gestão contribuíram para a queda precoce da Seleção.

Curiosamente, apenas 14% do público considerou a confederação como a principal responsável pela eliminação nas oitavas. O desempenho dos jogadores (30%), as decisões de Ancelotti (20%) e a convocação (19%) foram mais responsabilizados do que a entidade em si. Apenas 6% acreditam que a Noruega, seleção que eliminou o Brasil, foi simplesmente melhor.

"Nossa pesquisa mostra que grande parte da conexão do brasileiro com o futebol é construída sobre a nostalgia das grandes conquistas do passado, o que mantém viva a crença de que o Brasil continua sendo uma potência. Em vez disso, os brasileiros tendem a responsabilizar fatores circunstanciais", considerou Simona.

"Em outras palavras, embora 70% reconheçam que o Brasil perdeu protagonismo no cenário mundial, ainda prevalece a percepção de que o problema está na forma como esta Seleção jogou esta Copa e não em uma perda definitiva da capacidade do país de revelar talentos ou voltar a disputar títulos", finalizou a diretora da IMO.

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Com informações da Agência Brasil