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Rodoviários rejeitam proposta e decidem manter greve no Rio

(via Agência Brasil)

| Edição de 30 de junho de 2026 | Atualizado em 30 de junho de 2026

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Os rodoviários do Rio de Janeiro decidiram, em assembleia realizada na tarde desta terça-feira (30), manter a greve iniciada na segunda-feira (29). A decisão foi tomada após uma audiência de conciliação com o sindicato das empresas de ônibus, Rio Ônibus, não resultar em consenso.

O desembargador Gustavo Alkmim, do Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT-1), que mediou a audiência, agendou uma nova sessão para a próxima segunda-feira (6) com o objetivo de continuar as negociações. No entanto, os rodoviários solicitaram ao TRT a antecipação da audiência para esta quarta-feira (1º), às 11h, pedido que foi atendido.

Após a audiência de conciliação, os rodoviários realizaram uma assembleia em frente à Justiça do Trabalho, onde decidiram pela continuidade da greve. Durante a manifestação, houve tumulto, com ônibus sendo invadidos e depredados.

Reivindicações dos Trabalhadores

Os rodoviários estão reivindicando um reajuste salarial de 17% para as funções gerais, além de um piso salarial de R$ 5 mil para motoristas de BRT e R$ 4 mil para os demais motoristas. Outras demandas incluem um ticket alimentação de R$ 1 mil, plano de saúde, jornada de trabalho de 5x2 e o pagamento do intervalo de refeição como hora extra.

Por outro lado, o sindicato patronal alega dificuldades financeiras para atender a essas exigências, citando uma crise estrutural de receita e redução de subsídios por quilômetro rodado no município. A contraproposta apresentada foi de um reajuste de 4,39%.

Os rodoviários propuseram um reajuste dividido em duas parcelas: a primeira de 8% a ser paga em julho e a segunda de 8,3% em novembro.

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Com informações da Agência Brasil