Pesquisa da Autarquia Municipal de Saúde (AMS) de Apucarana, sobre a cobertura vacinal infantil aponta que 45,9% dos entrevistados estão com a vacinação das crianças atrasada. O estudo também aponta que parte dos responsáveis consultados afirmou não saber a situação vacinal ou acredita que a caderneta está regularizada. A ação realizada pelo Departamento de Vigilância Epidemiológica foi direcionada somente aos pais ou responsáveis por crianças menores de um ano. Diante do baixo índice, a prefeitura vai intensificar a vacinação com atendimento em horários ampliados nas unidades de saúde (ler box).
Dados da epidemiologia mostram um cenário de queda progressiva na cobertura vacinal após o primeiro ano de vida, concentrando os piores índices na faixa etária de 1 a 2 anos, especialmente nas vacinas de reforço do calendário infantil. As vacinas aplicadas ao nascimento apresentaram coberturas de 96,8% na BCG, que protege contra as formas mais graves de tuberculose, e 96% na imunização contra hepatite b. Já os imunizantes do primeiro semestre de vida, que protegem contra difteria, tétano, coqueluche, hepatite B, poliomielite, gastroenterite aguda, meningite e febre amarela, os índices variam entre 79,7% e 85,6%.
O relatório aponta que a situação mais crítica concentra-se aos 15 meses. A menor cobertura identificada foi a da vacina DTP (1º reforço), que protege contra difteria, tétano e coqueluche, e que tem apenas 65,1% de cobertura. As vacinas Polio VIP, contra paralisia infantil, tríplice viral que imuniza contra sarampo, caxumba e rubéola, a de varicela variam entre 69,6% 70,1% de cobertura.
“Os dados demonstram que, embora o município mantenha boas coberturas nas vacinas do nascimento, ocorre perda importante de adesão após o primeiro ano de vida. Na prática, os índices sugerem que aproximadamente 30% a 35% das crianças entre 1 e 2 anos deixaram de receber os principais reforços previstos no calendário vacinal infantil, justamente no período em que se consolidam esquemas fundamentais de proteção coletiva e individual”, informou o coordenador de Vigilância em Saúde da AMS, enfermeiro Luciano Simplício.
Sobre a vacinação contra a gripe (influenza), que não atinge sequer 18% do público infantil, o coordenador alerta para a alta vulnerabilidade das crianças, especialmente as menores de dois anos, que correm maior risco de internação e mortalidade por síndromes respiratórias. Simplício nota que, neste ano, houve uma queda geral na adesão, impulsionada por um relaxamento da população diante de um cenário epidemiológico momentaneamente mais favorável em relação a outras doenças. “A gente tem essa preocupação porque o frio está chegando e não conseguimos atingir a cobertura do grupo prioritário, que é formado por idosos, crianças e gestantes”, comentou.
AMS LEVA VACINA EM REGIÕES DE BAIXA COBERTURA
Para ampliar a cobertura e facilitar o acesso das famílias à vacinação, a Autarquia Municipal de Saúde, por meio da Vigilância Epidemiológica, realizará uma estratégia intensificada de vacinação com atendimento em horários ampliados nas unidades de saúde, CMEIs e escolas municipais. A ação será concentrada em regiões com maior fluxo de atendimento e baixa cobertura vacinal, fortalecendo a busca ativa, ampliando o acesso às vacinas e levando orientação diretamente às comunidades.
Neste sábado dia 16 de maio, a ação ocorrerá na UBS Maria do Café, das 8h30 às 16 horas, e no CMEI Maria Gravena, das 8h30 às 11h30. A Autarquia Municipal de Saúde lembra que a campanha de imunização contra a influenza segue sendo realizada normalmente no município, permitindo que crianças, gestantes e idosos dos grupos prioritários aproveitem a oportunidade para receber a vacina e se proteger contra a gripe.
O prefeito Rodolfo Mota destaca que a estratégia busca facilitar o acesso das famílias à imunização e ampliar a proteção das crianças contra doenças preveníveis. “Estamos levando a vacinação para mais perto das famílias, com horários ampliados e atendimento também em escolas e CMEIs. É uma ação importante para garantir proteção às crianças e reforçar a prevenção em toda a cidade”, afirma.