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Doenças respiratórias crescem 58% na rede pública de Apucarana

Cindy Santos

| Edição de 20 de maio de 2026 | Atualizado em 20 de maio de 2026

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O número de atendimentos de pacientes com síndromes respiratórias na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e no Pronto Atendimento Infantil (PAI) de Apucarana cresceu 58% em apenas oito semanas. Levantamento da Secretaria Municipal de Saúde (AMS) feito a pedido da Tribuna aponta que, na semana entre 22 e 28 de março, foram 717 registros, quantidade que saltou para 1.137 entre 10 e 16 de maio.

O relatório mostra que, na UPA, o fluxo de pacientes cresceu de 256 para 438 no período, uma alta de 71%. No total foram 2,2 mil atendimentos. No PAI o volume de consultas direcionadas ao público infantil é maior, passando de 461 atendimentos para 699, uma diferença de 51,6%. Foram 4 mil consultas em oito semanas. Os dados apontam uma curva ascendente na segunda semana de maio nas duas unidades de saúde, coincidindo com a mudança climática e a queda nas temperaturas.

“É normal tem aumento nos casos de doenças respiratórias no outono e inverno”, comenta o secretário municipal de Saúde Guilherme de Paula. Entre as principais síndromes e doenças atendidas estão as associadas ao vírus sincicial respiratório, conhecido como VSR, e à Influenza A, um dos que provocam a gripe.

Segundo o secretário, o aumento nos atendimentos não gera alerta, contudo, a população deve seguir algumas recomendações para evitar casos graves de síndromes respiratórias. Entre as orientações, está manter a vacinação em dia. “A vacinação é a principal forma de reduzir casos graves, internações e mortes por gripe e Covid-19, especialmente em crianças, gestantes, idosos e pessoas com comorbidades”, salienta.

Outro mecanismo de prevenção é o uso de máscaras, quando necessário, sobretudo se estiver com tosse, coriza, febre ou dor de garganta, em locais fechados, cheios ou mal ventilados, e por pessoas mais vulneráveis.

Manter ambientes ventilados, higienizar as mãos com frequência, cobrir a boca e o nariz com o antebraço ou lenço ao tossir ou espirrar e evitar contato quando estiver doente estão entre as orientações. “A pessoa deve buscar atendimento se tiver falta de ar, piora no estado geral, febre persistente, dor no peito, confusão mental, desidratação, ou se fizer parte de um grupo de risco”, ressalta.