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Gás de cozinha fica mais caro e chega a R$ 120 em Apucarana

Cindy Santos

| Edição de 08 de abril de 2026 | Atualizado em 08 de abril de 2026

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O preço O preço do botijão de 13 quilos de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) subiu em Apucarana após o reajuste repassado pelas revendedoras, que entrou em vigor ontem em todo o Paraná. O valor médio, anteriormente fixado em R$ 107, agora pode ultrapassar a barreira dos R$ 120, gerando um impacto de até 12% no orçamento das famílias apucaranenses.

De acordo com o último levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), realizado na semana passada, o produto custava entre R$ 105 e R$ 115 na cidade. Entretanto, após a nova correção, uma consulta feita ontem pela Tribuna já encontrou valores variando de R$ 110 a R$ 120 em diversos estabelecimentos.

Segundo o presidente do Sindicato das Empresas Revendedoras de Gás Liquefeito de Petróleo do Estado do Paraná (Sinegás), Francisco Carlos Largamar, a alta média projetada varia entre R$ 9 e R$ 12 e reflete os repasses das distribuidoras e a elevação dos custos operacionais. Ele explica que a alta tem influência do cenário externo, com o encarecimento do petróleo motivado por problemas no Estreito de Ormuz, por conta da guerra no Oriente Médio, e passa pelo sistema de vendas da Petrobras.

Como as companhias possuem uma cota mensal de retirada, precisam adquirir o gás excedente em leilões, pagando valores elevados que vêm sendo duramente criticados pelo governo federal. “O fator gerador disso tudo é a guerra e a Petrobras”, afirma o presidente. Largamar explica que, após a compra, o custo mais alto é repassado para as distribuidoras e, consequentemente, chega às revendas. Na ponta final, o comerciante ainda precisa embutir no cálculo a alta de combustíveis como o diesel e a gasolina, definindo o valor exato da correção de acordo com a distância e as características do bairro em que atua.

O presidente do sindicato reforça que o setor não tem interesse nesses aumentos em cadeia, que prejudicam diretamente o consumidor final. “A gente não quer isso. Sobe arroz, feijão, remédio, afeta a vida de todo mundo”, lamenta. 

“Infelizmente temos que repassar o aumento que vem das distribuidoras, e que desta vez consiste em uma alta de R$ 10”, comentou o empresário do ramo, Celso Gardina. (Colaborou Louan Brasileiro)