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Honpar realiza primeiro transplante cardíaco

Da Redação

| Edição de 21 de agosto de 2026 | Atualizado em 21 de agosto de 2026

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Um boiadeiro de 49 anos, morador de Paranavaí, diagnosticado desde 2019 com Insuficiência Cardíaca Avançada de etiologia chagásica, foi o primeiro paciente a se submeter a um transplante cardíaco no Hospital Norte Paranaense – Honpar de Arapongas. Após 77 dias de internação e espera, o paciente recebeu uma nova oportunidade de vida por meio do procedimento, que ocorreu no último dia 7 de agosto. 

O paciente enfrentou, ao longo dos últimos anos, o agravamento progressivo da condição clínica. Em 2024, diante da evolução da doença, foi necessária a implantação de um Cardioversor Desfibrilador Implantável (CDI), dispositivo utilizado para identificar e tratar arritmias cardíacas graves.

No dia 21 de maio de 2026, o paciente deu entrada no hospital em estado crítico e foi internado na UTI, com cuidados contínuos, uso de medicamentos e suporte especializado.

A partir daquele momento, começou uma espera de 77 dias de internação marcados pela expectativa de encontrar um órgão compatível. A notícia que ele esperava chegou na noite do dia 6 de agosto. O coração compatível era proveniente de um doador do sexo masculino, do Paraná.

Começou, então, uma verdadeira corrida contra o tempo. Uma complexa operação logística foi coordenada pela Organização de Procura de Órgãos de Londrina (OPO Londrina) e pela Central Estadual de Transplantes do Paraná, com a participação da aeronave do Governo do Estado e da Polícia Militar, que garantiram que o coração fosse captado, transportado e chegasse ao Honpar dentro do tempo necessário.

Na manhã do dia 7 de agosto, o paciente recebeu o novo coração. O procedimento foi feito sob a coordenação médica do cirurgião cardiovascular doutor Arnaldo Akio Okino.

Para Okino, este procedimento representa o início de uma nova fase, com a expectativa de ampliar as possibilidades para outros pacientes. “Este foi o primeiro procedimento, mas agora se abre uma nova etapa. A expectativa é que novos pacientes possam ser beneficiados e que outras histórias tenham a oportunidade de recomeçar. Mas nada disso seria possível sem um gesto fundamental: a doação de órgãos. Por isso, também queremos destacar e agradecer profundamente à família que, mesmo em um momento de tanta dor, tomou a decisão de doar. Esse gesto de generosidade permitiu salvar uma vida e representa esperança para tantos outros pacientes que aguardam por uma nova chance”, ressalta. 

Imagem ilustrativa da imagem Honpar realiza primeiro transplante cardíaco