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Indústria e serviços puxam saldo de empregos na região

Cindy Santos

| Edição de 30 de junho de 2026 | Atualizado em 30 de junho de 2026
Combinare Estofados, presidente Marcos Tudino de Arapongas/pr foto Gilson Abreu/AEN

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A região registrou 2.292 novos postos de trabalho com carteira assinada no acumulado entre janeiro e maio deste ano. O saldo é resultado de 29,1 mil admissões frente a 26,8 mil desligamentos, elevando o estoque total da região para 112,5 mil trabalhadores formais. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), referentes a 28 municípios da região divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

Novamente, os setores que mais contribuíram com o desempenho positivo foram a indústria, que criou mais de 1,2 mil vagas de empregos formais, e a prestação de serviços, que gerou 930. Na sequência, aparece a construção civil, com 199 postos de trabalho. Em contrapartida, a agropecuária e o comércio perderam postos de trabalho.

O município com o maior saldo acumulado da região é Arapongas, com 1,1 mil novos postos de trabalho no acumulado do ano, a maioria criada pela indústria, com 617 vagas, sendo 363 (58%) geradas pela fabricação de móveis. O mercado de trabalho do município também conta com 456 vagas da prestação de serviços, 80 da construção civil, 28 do comércio e 13 da agropecuária.

Em Apucarana, o saldo de 523 postos de trabalho também foi puxado pela indústria, que criou 386 vagas de trabalho, a maioria no setor de confecção de vestuário (125) e na fabricação de artefatos de couro (106). Outras atividades, como serviços (120), comércio (19) e construção civil (6), ajudaram a compor o saldo do município, que perdeu 8 postos de trabalho na agropecuária.

MAIO

Apesar do saldo positivo no ano, o mês de maio isolado acendeu um alerta, com a extinção de 195 postos de trabalho na região, puxada por quedas na indústria (-97), comércio (-91) e serviços (-33), o que deixou 17 municípios com saldo negativo no mês.

Para o economista Paulo Cruz, professor da Universidade Estadual do Paraná (Unespar), o cenário de retração pontual em maio reflete tanto a alta rotatividade do mercado atual quanto a cautela do empresariado diante do cenário macroeconômico. Ele explica que, por um lado, o crescimento econômico estimula os trabalhadores a buscarem vagas mais vantajosas e próximas de casa, enquanto as empresas investem em tecnologia para otimizar a produção com menos mão de obra. Por outro, fatores como os juros elevados pesam nas decisões de expansão.

“Com a taxa de juros elevada, as empresas pensam duas vezes antes de dar um próximo passo para novos investimentos, e isso tudo pode favorecer o desligamento em função do momento econômico e das incertezas que o empreendedor vive”, analisa.

Paraná gera 60,4 mil empregos formais

O Paraná criou 60.400 empregos com carteira assinada nos cinco primeiros meses de 2026 e manteve o quarto maior saldo de vagas do Brasil no período. O resultado representa cerca de 8% de todas as vagas formais abertas no País entre janeiro e maio. No período, foram registradas 917.993 admissões e 857.593 desligamentos no Estado, saldo que coloca o Paraná atrás apenas de São Paulo (215.924 vagas), Minas Gerais (87.375) e Santa Catarina (61.658). A diferença para o terceiro colocado é de apenas 1.258 empregos.

O principal responsável pelo desempenho do mercado de trabalho paranaense em 2026 continua sendo o setor de serviços, que respondeu por 35.140 novos postos de trabalho entre janeiro e maio. Na sequência aparecem a indústria, com 13.761 vagas, a construção civil, com 9.024, o comércio, com 2.025, e a agropecuária, com 450 empregos gerados.