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Mais de 1,8 mil crianças aguardaram vagas em creches na região em 2025

Da Redação

| Edição de 29 de junho de 2026 | Atualizado em 29 de junho de 2026

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Mais de 1,8 mil crianças de zero a três anos de idade aguardaram vagas em Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs) de 19 municípios da região em 2025. Os dados constam no painel de Controle de Vagas em Creche do Núcleo da Infância e Juventude (NUDIJ), da Defensoria Pública do Estado do Paraná (DPE-PR), que tem objetivo de identificar o tamanho da demanda e verificar se os municípios possuem planejamento orçamentário para a criação de novas vagas.

A maior fila de espera da região no ano passado era a de Arapongas. Conforme a defensoria, o município contava com 5,6 mil crianças entre zero e três anos e uma capacidade de atendimento de pouco mais de 2 mil vagas, deixando 1.388 crianças aguardando vagas em creches.

Com 868 crianças nessa faixa etária e uma capacidade para atender 300, Faxinal chegou a ter 130 registros de espera por vagas no ano passado. Já Apucarana somava 76 crianças na fila de espera.

No geral, apenas seis municípios da região não apresentaram demanda por vagas. E dos 28 municípios consultados, nove não apresentaram informações.

Contudo, no comparativo com 2024, a fila de espera por vagas caiu 15,6% na região, sendo o menor índice dos últimos três anos. A queda acompanha a média estadual, que apresentou redução de 33% no Paraná no mesmo período.

ARAPONGAS

Com 25 CMEIs e média de 1,5 mil nascimentos ao ano, Arapongas adotou estratégias para conter a demanda. A principal é o Vale-Creche, com a aquisição de vagas na rede particular para atender cerca de 350 crianças. Segundo o prefeito, Rafael Cita, também há um projeto piloto que deve ser lançado ainda este ano em parceria com a indústria moveleira para construção de novas creches. “As empresa constrói o prédio e o município financia o atendimento”, explica o prefeito.

Com quatro novos CMEIs em trâmite, Cita destaca que a ideia é priorizar o serviço diante dos dados recentes do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes) sobre queda na natalidade nos próximos anos. “Se focarmos só na construção de prédios, eles podem ficar obsoletos no futuro”, analisa.

FAXINAL REVISA CADASTROS E REORGANIZA REDE

Para reduzir a fila de espera por vagas em creches, Faxinal realizou uma filtragem cadastral. O cruzamento identificou crianças já matriculadas em outras unidades ou que haviam se mudado da cidade. A rede também ampliou turmas após adequar espaços e contratar professores via PSS. “Com a Lei Municipal nº 2.327/2024, priorizamos a vulnerabilidade social, todas as crianças nessas condições estão sendo atendidas”, salientou a secretária de Educação, Angela Vanessa Tarosso Scaff.

Segundo ela a lista atual de espera caiu para 77 crianças e parte desse grupo não está fora da escola. “Trata-se de alunos que já possuem matrícula ativa na rede, mas aguardam transferência para unidades mais próximas de suas residências”, explica. O município conta com seis creches municipais e uma privada.

Apucarana tem atuais 200 alunos na fila de espera

Dados atualizados pela Autarquia Municipal de Educação de Apucarana apontam 200 crianças na fila de espera. O município esclarece, no entanto, que hoje existem 240 vagas abertas na rede, número superior à demanda. O descompasso ocorre porque as famílias buscam matrículas em unidades específicas, próximas às suas residências, acabando por recusar vagas disponíveis em outros bairros.

Segundo o superintendente pedagógico da Autarquia, Pablo Costa, as crianças não estão desassistidas. “Não temos fila de espera de alunos fora da escola. A lista existe para pedidos de troca de unidade”, afirma.

Para o prefeito, Rodolfo Mota, o panorama não reflete déficit estrutural. “Apesar de termos famílias aguardando em locais específicos, isso hoje não é um problema. Temos mais vagas abertas do que crianças na fila”, destaca. O município possui 25 CMEIs e mais seis anunciados para construção.