Cerca de 70% dos acidentes atendidos pelo Corpo de Bombeiros em Apucarana envolvem motos. É o que aponta o levantamento feito pela Tribuna com base no Sistema de Estatísticas de Ocorrência (SYSBM) da corporação, revelando que, das 221 situações registradas entre janeiro até a última quarta-feira, 149 envolveram motocicletas. Das cinco mortes ocorridas no perímetro urbano e rodovias neste ano, três vitimaram motociclistas. Diante deste cenário de alerta, a campanha Maio Amarelo lançada ontem visa conscientizar a população sobre segurança no trânsito.
O número de acidentes envolvendo motos pode ser ainda maior, pois o relatório não inclui ocorrências atendidas pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e pela Motiva, concessionária que administra as rodovias federais e estaduais no território de Apucarana.
Entre as vítimas fatais estão um motociclista de 45 anos que morreu após colidir com um carro nas imediações do Parque da Raposa, em fevereiro. Já o mês de março concentrou quatro mortes, sendo de um adolescente de 16 anos, que pilotava uma moto e se envolveu em colisão lateral com carro na Avenida Minas Gerais, um motociclista de 17 anos atingido por um veículo na BR-376, outro adolescente de 16 anos que era passageiro de um carro envolvido em uma sequência de acidentes na BR-369, e um idoso de 75 anos, que morreu ao entrar na contramão da BR-376 e bater de frente com uma carreta.
Em comparação com o ano passado, o número de acidentes envolvendo motos atendidos pelos bombeiros cresceu de 115 para 149, uma alta de 30%. Já o número geral de ocorrências subiu de 182 para 221, aumento de 21,4%.
O secretário de Segurança Pública, Transporte e Mobilidade Urbana (Segtran), Almir Antonio de Freitas, avalia que o alto volume de ocorrências envolvendo motos está diretamente atrelado ao comportamento no tráfego. “As principais causas são a imperícia, imprudência, excesso de confiança por parte do motociclista e negligência às leis de trânsito”, analisa.
Para reverter esse quadro, o secretário destaca a urgência de uma mudança cultural e de postura nas vias. Para Freitas, é preciso que os motoristas tenham sigam as leis de trânsito. “’Respeito é a palavra-chave para um trânsito seguro, desde o respeito às leis de trânsito, bem como o respeito às pessoas. Agir sempre com cordialidade e praticar a direção defensiva faz toda a diferença entre a volta segura e um sinistro de trânsito”, reforça.