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Mulheres ocupam 52% das novas vagas de trabalho na região

Cindy Santos

| Edição de 31 de agosto de 2026 | Atualizado em 31 de agosto de 2026
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O número de mulheres que ingressaram no mercado de trabalho com carteira assinada superou o de homens neste ano na região. Entre janeiro e julho, foram 1,3 mil vagas ocupadas pelo público feminino contra 1,2 mil postos assumidos pelos homens. Com isso, as funcionárias respondem por 52% do saldo total de 2,6 mil vagas geradas no período em 28 municípios. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e foram divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

O levantamento também detalha o perfil dessas profissionais. Mais da metade (51%) têm entre 18 e 24 anos e 30% possuem até 17 anos. Embora a contratação de homens seja maior nas faixas etárias mais jovens, esse cenário se inverte nos grupos mais experientes. Segundo o Caged, na faixa de 30 a 39 anos, foram criadas 56 vagas para mulheres, enquanto 31 postos masculinos foram extintos. Já entre profissionais de 40 a 49 anos, o mercado abriu 195 vagas femininas e apenas 29 masculinas.

Em relação ao grau de escolaridade, 71% das mulheres contratadas possuem ensino médio completo e 12% já concluíram o ensino superior. O saldo regional também revela que vagas foram ocupadas 80 trabalhadoras estrangeiras e 64 funcionárias temporárias.

No recorte por municípios, Apucarana lidera proporcionalmente a abertura de oportunidades para o público feminino com 73,7% das 293 vagas criadas no período, sendo 216 vagas preenchidas por mulheres contra 77 por homens. Em Arapongas, que detém o maior volume absoluto da região, as trabalhadoras representam 53,6% do saldo de 1,3 mil vagas (748 mulheres e 645 homens).

GERAL

Quase 50% dos empregos formais criados na região vieram da indústria, somando 1.307 vagas no acumulado de janeiro a julho. Os principais destaques do setor foram a fabricação de móveis (373 vagas), produtos alimentícios (346), confecção de artigos do vestuário e acessórios (132), fabricação de produtos químicos (91) e preparação de couros (83). Outras contribuições vieram da prestação de serviços, que gerou 1.081 vagas, da construção civil (214 postos) e da agropecuária (68). O comércio, em contrapartida, foi a única atividade a registrar saldo negativo no semestre, com a perda de 52 vagas.