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Olho Vivo: monitoramento por IA contribuiu para 1,3 mil prisões no PR

Da Redação

| Edição de 31 de agosto de 2026 | Atualizado em 31 de agosto de 2026

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Aplataforma de monitoramento com inteligência artificial da Secretaria da Segurança Pública do Paraná (Sesp), o Olho Vivo, que integra as ações das polícias Civil e Militar, auxiliou na resolução de 1.885 casos em todo o Estado desde o início de sua operação, em dezembro de 2025. Os dados foram apresentados pelo secretário da Segurança Pública, coronel Hudson Leôncio Teixeira, na manhã de ontem, e mostram que a ferramenta também contribuiu para 1.300 prisões e para a recuperação de 557 veículos.

A tecnologia consegue ler placas e identificar modelo e cor dos veículos em tempo real, cruzando as informações com bases policiais de furto, roubo e mandados ativos; qualquer correspondência gera um alerta imediato que é encaminhado para a viatura mais próxima. A própria inteligência artificial consegue realizar as buscas a partir dos comandos específicos dos policiais que operam o sistema.

“A inteligência artificial tem sido empregada como inteligência assistida, uma vez que ela não substitui o ser humano, nem tampouco o policial, o raciocínio policial prevalece. Então, ela tem auxiliado em muito, não só na elucidação de crimes pela Polícia Civil e outras forças, como também para que a Polícia Militar consiga fazer o planejamento de patrulhamento na região”, afirmou o secretário.

“O que nós levávamos dias, meses, às vezes, para ter informações, hoje, em questão de minutos nós conseguimos avançar. Por exemplo, em casos onde não há confirmação da placa de um veículo envolvido em algum delito, às vezes por uma característica como a cor do carro, algum amassado, adesivo, você consegue identificar e repassar para o município ou até mesmo em todo o Estado, dependendo da gravidade da situação, para que seja feita a abordagem e a prisão”, acrescentou.

O sistema permite ainda buscas semânticas em linguagem natural. Assim, os policiais podem localizar veículos e suspeitos a partir de características informadas em boletins de ocorrência, como cor, placa e amassados, abrangendo ainda capacetes, roupas ou mochilas dos suspeitos.

A tecnologia conecta as imagens das câmeras à inteligência artificial, funcionando como um sistema de apoio às equipes policiais. Atualmente, a plataforma reúne 972 câmeras e a previsão é ampliar a rede para 1,5 mil equipamentos, com avanços já no processo de reconhecimento facial.

RESULTADOS ACOMPANHAM EVOLUÇÃO DA FERRAMENTA

A evolução dos resultados acompanha a expansão da ferramenta. Em janeiro, primeiro mês de funcionamento pleno do sistema, foram registradas 20 ocorrências solucionadas com apoio da plataforma. O número acumulado passou para 212 em março, chegou a 780 em junho e alcançou 1.180 casos em julho. Entre junho e agosto, a eficácia da ferramenta cresceu 2,4 vezes.

Os equipamentos estão distribuídos em grandes centros urbanos, regiões de fronteira e no Litoral paranaense. A rede já atende praticamente todas as grandes regiões: Norte, Noroeste, Oeste, Centro-Oeste, Campos Gerais, Litoral e Região Metropolitana de Curitiba. O objetivo é integrar no sistema todas as cidades do Paraná