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Paraná identifica quase 12 mil estudantes com altas habilidades

Cindy Santos

| Edição de 03 de setembro de 2026 | Atualizado em 03 de setembro de 2026

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A região de Apucarana alcançou a marca de 350 estudantes identificados com Altas Habilidades/Superdotação (AH/SD) na rede estadual de ensino. Os alunos pertencem 62 escolas estaduais da rede pública nos 16 municípios sob a jurisdição do Núcleo Regional de Educação (NRE). Em todo o estado são 11,9 mil o número de estudantes “superinteligentes”, um aumento de 819% em relação a 2021 quando eram 1,3 mil.

Segundo o NRE de Apucarana, os alunos estão distribuídos pelas unidades escolares da região, com maior concentração naquelas que oferecem salas de recursos multifuncionais voltadas à área ou que funcionam em período integral. Para assegurar o acolhimento desses estudantes no Atendimento Educacional Especializado (AEE), a Secretaria de Estado da Educação do Paraná (Seed-PR) vem investindo na formação continuada de professores especialistas da rede. A capacitação continuada visa qualificar os docentes para a busca ativa e o reconhecimento precoce de indicativos de superdotação nas salas de aula.

O trabalho de suporte no Norte do Estado é fortalecido pelo Núcleo de Atividades de Altas Habilidades/Superdotação (NAAH/S), sediado em Londrina.

PARANÁ

O aumento no número de estudantes superdotados identificados em todo o Paraná acompanha a estruturação de um trabalho sistemático desenvolvido pela Secretaria de Estado da Educação do Paraná (Seed-PR), que passou a mapear esse público com maior alcance nas escolas e a direcionar os estudantes para estratégias pedagógicas adequadas às suas características. O ponto de virada ocorreu em 2022, com a criação do Programa Altas Habilidades/Superdotação Paraná.

Para a chefe do Departamento de Educação Inclusiva da Seed-PR, Maíra de Oliveira, a ampliação da identificação está ligada à organização de uma rede mais preparada para reconhecer e atender esses estudantes.

“O Programa de Altas Habilidades no Paraná permitiu estruturar melhor o trabalho, preparar os profissionais e criar caminhos para que as escolas consigam reconhecer as diferentes potencialidades. Essa estrutura também potencializou a identificação, que é o primeiro passo para conhecermos melhor nossos estudantes e, a partir daí, oferecermos melhores condições para que desenvolvam suas habilidades com propostas pedagógicas compatíveis com suas áreas de interesse e necessidades”, afirma.