CIDADES

min de leitura - #

Prefeitura interdita lavanderia industrial e fiscaliza ‘Carandiru’

Da Redação

| Edição de 12 de março de 2026 | Atualizado em 12 de março de 2026

Fique por dentro do que acontece em Apucarana, Arapongas e região, assine a Tribuna do Norte.

Uma lavanderia industrial clandestina foi interditada e um pensionato irregular foi fechado na tarde de ontem (12) em uma grande operação de fiscalização da Prefeitura de Apucarana em parceria com outros órgãos. Os estabelecimentos não possuíam alvará. A ação foi coordenada pela Secretaria Municipal de Segurança, Transporte, Trânsito, Mobilidade Urbana e Defesa Civil (Segtran) em parceria com outras secretarias e apoio da Polícia Militar, Guarda Civil Municipal, Polícia Civil e do Corpo de Bombeiros.

O pensionato conhecido como “Vila do Chaves” ou ‘Carandiru’ está localizado na Rua Dr. Osvaldo Cruz e é um ponto conhecido da polícia. De acordo com o secretário da Segtran, major Vilson Laurentino da Silva, a ação foi motivada por diversas denúncias relacionadas ao funcionamento do local. “Várias denúncias apontavam que essa pensão estaria sendo usada como ponto de tráfico de drogas e também de receptação de produtos de furto”, afirma, acrescentando que em junho do ano passado, um assassinato aconteceu no local e a vítima foi transportada em uma carriola em um terreno baldio.

Durante a vistoria, técnicos da Vigilância Sanitária constataram que o local não possui autorização para funcionar como pensionato e apresenta condições inadequadas de higiene e segurança. “O imóvel é totalmente insalubre, com muito entulho, lixo acumulado e fiação elétrica exposta”, afirmou o técnico Nelson Jorge Capelari.

O proprietário do imóvel não foi localizado durante a operação, mas já foi identificado e será notificado. “Nós iremos notificá-lo para que encerre as atividades realizadas no local, pois a pensão não possui licença da Vigilância Sanitária, do Corpo de Bombeiros nem da Prefeitura. Ele deverá comparecer para tomar as providências necessárias, inclusive para a retirada das pessoas e de seus pertences”, explicou.

Segundo informações levantadas durante a fiscalização, o imóvel seria alugado pelo proprietário a uma pessoa que, por sua vez, sublocava quartos para terceiros, com valores que chegavam a R$ 30 por diária ou R$ 400 por mês.

Apesar das denúncias, nenhuma irregularidade criminal foi constatada. “Havia cerca de dez pessoas que se diziam inquilinas no local. Consultamos os dados no sistema e não foi encontrado nenhum mandado de prisão em aberto, nem produtos ilícitos”, concluiu o tenente Rech, do 10º Batalhão de Polícia Militar.

LAVANDERIA FUNCIONAVA DE PORTAS FECHADAS

A fiscalização também interditou ontem uma lavandeira industrial que operava maneira totalmente irregular desde 2023, sem as documentações e alvarás exigidos pelos órgãos competentes.

De acordo com os fiscais que atuaram na ocorrência, o estabelecimento não possuía nenhuma documentação, como autorizações do Instituto Água e Terra (IAT), da Prefeitura ou do Corpo de Bombeiros. O histórico de irregularidades já era acompanhado pelas autoridades, que haviam notificado o local em agosto e outubro do ano passado. Apesar dos prazos concedidos para a regularização, nenhuma providência foi tomada pelos proprietários. Para tentar despistar a fiscalização, o estabelecimento adotava a tática de operar a portas fechadas, predominantemente durante a noite, além de dar baixa e abrir novos Cadastros Nacionais de Pessoa Jurídica (CNPJs) constantemente, simulando trocas de dono.

Durante a ação, o responsável pela lavanderia não estava presente e não foi localizado. As autoridades também não conseguiram contabilizar o número exato de funcionários que atuavam no espaço. O local foi devidamente lacrado pelos agentes públicos. O poder público informou o proprietário vai receber notificações e multas administrativas pelas infrações. (CINDY SANTOS)