A conservação de áreas naturais está avançando na região. Levantamento da Tribuna junto aos dados do Instituto Água e Terra (IAT) aponta que, no ano passado, foram repassados mais de R$ 46 milhões a 15 municípios do Vale do Ivaí, além de Arapongas e Sabáudia. O valor é 13% maior que no período anterior, quando as prefeituras receberam R$ 40 milhões.
O programa, instituído na década de 1990, é um instrumento de política pública destinado a compensar as localidades que abrigam zonas protegidas ou mananciais. Na categoria de biodiversidade, cidades da região que possuem Unidades de Conservação (UCs) e Áreas Especialmente Protegidas foram beneficiadas com repasses de mais de R$ 18 milhões. Outros R$ 28 milhões foram destinados aos municípios que contam com mananciais que ajudam no abastecimento de água de municípios vizinhos.
Para o engenheiro químico da Diretoria de Saneamento Ambiental e Recursos Hídricos do IAT, Iago de Sousa Ferreira da Silva, o aumento percentual corresponde ao progresso na preservação ambiental regional. “A arrecadação sobe porque há melhoria nas avaliações, caso contrário, os valores iriam cair. Se está aumentando, é porque a proteção e a qualidade ambiental estão sendo ampliadas nos municípios”, assinala.
Entre as cidades beneficiadas está Apucarana. Foram R$ 6,9 milhões destinados em 2025 pela conservação do Parque Municipal da Colônia Mineira e do Parque Municipal da Raposa, além da manutenção dos rios Cambira e Pirapó — uma alta de 22% em relação a 2024.
Segundo o secretário municipal de Meio Ambiente, Marcos Diego Silva, o incremento está relacionado à manutenção e limpeza dos espaços. “Apucarana tinha parques que nem eram oficialmente reconhecidos, como o Jaboti, Ubatuba e Araucária, que estão em processo de regularização conforme os critérios do IAT”, afirma o secretário, que espera que os valores tripliquem nos próximos anos.
Outra cidade com aumento na arrecadação é Arapongas, que recebeu R$ 54 mil pela conservação do Parque Estadual Mata dos Godoy e Bosque dos Pássaros, e R$ 11,7 milhões pela proteção de corpos hídricos como o Ribeirão Ema, Rio Caviúna e Pirapó, o maior montante da região relativo ao ICMS por Mananciais. Um aumento de 13% em relação ao ano passado.
No geral, 11 municípios da região apresentaram evolução, com destaque para Jardim Alegre, que passou de R$ 815 mil para R$ 1,7 milhão, alta de 119% (ler box).