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Setor confecções de Apucarana tem alta de 36% em seis anos

Da Redação

| Edição de 17 de março de 2026 | Atualizado em 17 de março de 2026

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Por ano, ao menos 158 novos negócios no ramo de confecção são abertos em Apucarana. É o que aponta a pesquisa do Sebrae divulgada pela Prefeitura de Apucarana que mostra um crescimento de 36,2% no número de empresas no setor entre 2020 e 2026.  No período, cidade ganhou 1.022 novas empresas. Atualmente, o município soma 2.980 indústrias ativas na confecção, se consolidando como um dos principais polos do país, especialmente na produção de bonés e acessórios do vestuário.

Conforme o Sebrae, o setor é formado majoritariamente por micro e pequenas empresas, que representam aproximadamente 98% dos empreendimentos, evidenciando a força do empreendedorismo local e o modelo produtivo baseado em pequenas unidades e facções especializadas.

“Apucarana tem uma tradição muito forte na indústria da confecção. Nosso compromisso é criar um ambiente cada vez mais favorável para quem empreende, gera empregos e movimenta a economia, garantindo mais oportunidades para a nossa população”, afirma o prefeito Rodolfo Mota.

A pesquisa aponta que parte significativa desse crescimento está diretamente ligada à formalização de negócios. Empreendedores que antes atuavam na informalidade têm buscado regularizar suas atividades, principalmente por meio do registro como microempreendedores individuais (MEIs) e microempresas.

A mudança permite ampliar a produção, emitir nota fiscal, acessar crédito e conquistar novos mercados. O consultor do Sebrae, Tiago Cunha, destaca que esse movimento fortalece todo o ambiente econômico. “Muitas empresas que antes estavam na informalidade estão buscando a regularização. Isso amplia a competitividade, melhora a organização dos negócios e abre portas para novas oportunidades”, afirma.

A expansão também se reflete na geração de empregos formais. Somente no segmento de fabricação de acessórios do vestuário, o levantamento aponta estoque atual superior a 2.300 empregos formais. O superintendente do Trabalho, Neno Leiroz, ressalta o esforço conjunto da administração municipal.

“Temos realizado um trabalho cada vez mais próximo do setor produtivo, buscando fortalecer a indústria local, incentivar a formalização das empresas e ampliar as oportunidades de emprego em Apucarana”, afirmou.

O cenário se torna ainda mais promissor em 2026, considerado um ano estratégico para o setor em função da Copa do Mundo FIFA. A expectativa é de aumento na demanda por produtos do vestuário e acessórios.