OPINIÃO

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A caixa preta do BNDES

Por Célio Pezza, escritor em São Paulo

| Edição de 22 de maio de 2016 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Os simpatizantes do governo Dilma agora se voltam contra a composição do ministério de Temer, alegando que mulheres e negros não fazem parte, como se a escolha de um ministério fosse um programa de auditório. Ao mesmo tempo, um grupo de artistas do filme “Aquarius” fez em Cannes um protesto contra o governo Temer. Vale salientar que o filme teve o patrocínio de cerca de R$ 3 milhões da Secretaria da Cultura do Estado de Pernambuco e do BNDES.

Daí se entende o alarde de parte da classe artística do país, que não quer perder as benesses do governo Dilma. Morre gente por falta de atendimento em Pernambuco, mas sobra dinheiro para distribuir para artistas. Chega de farra com nosso dinheiro!

Nessa mesma semana, Michel Temer nomeou a doutora em Economia, Maria Sílvia Bastos, que já foi presidente da CSN e secretária da Fazenda do Rio de Janeiro, para ocupar a presidência do BNDES. A imprensa petista, não deu o devido destaque e respeito ao seu currículo e preferiu dizer que é uma mulher. Eles ainda não entenderam que o mais importante é a competência, quer seja de um homem ou mulher, independente da cor.

Enfim, esperamos que a nova presidente do BNDES ajude a entender os motivos do banco mandar tanto dinheiro para obras fora do país ao invés de deixar esses recursos no Brasil.

Vejamos alguns exemplos de obras no exterior e as empresas responsáveis, divulgados pelo Instituto Ludwig von Mises IMB-Brasil, entidade que promove os princípios de livre mercado e de uma sociedade livre: Porto de Mariel – Cuba – US$ 682 milhões – Odebrecht; Hidrelétrica Manduriacu – Equador – US$ 124.8 milhões – Odebrecht; Hidrelétrica San Francisco – Equador – US$ 243 milhões – Odebrecht; Hidrelétrica de Chagilla – Peru – US$ 320 milhões – Odebrecht; Metrô da Cidade do Panamá – Panamá – US$ 1 bilhão – Odebrecht; Autopísta Madden-Colón – Panamá- US$ 152,8 milhões – Odebrecht; Aqueduto de Chaco – Argentina – US$ 180 milhões - OAS; Ferrocarril Sarmiento – Argentina – US$ 1,5 bilhões – Odebrecht; Metrô de Caracas – Venezuela – US$ 732 milhões – Odebrecht; Ponte sobre Rio Orinoco – Venezuela – US$ 300 milhões – Odebrecht; Barragem Moamba – Moçambique - US$ 350 milhões – A. Gutierrez; Aeroporto de Nacala – Moçambique – US$ 125 milhões – Odebrecht; BRT de Maputo – Moçambique – US$ 180 milhões – Odebrecht; Hidrelétrica de Tumarin – Nicarágua – US$ 343 milhões – Q. Galvão; Projeto El Chorro – Bolívia – US$ 199 milhões – Queiroz Galvão.

Como estes existem milhares de empréstimos concedidos pelo BNDES a partir de 2009, cujos valores não temos nem ideia. Precisamos abrir essa caixa preta e entender exatamente porque o BNDES financia portos, estradas, ferrovias, etc. fora do Brasil, quando aqui nos falta de tudo.

Esperamos que seja exatamente uma mulher, que irá dar o início a esse novo escândalo do BNDES, que colocará um fim a esse ciclo de corrupção que destruiu nosso país. Avante Temer! Conte com brasileiros livres que querem Ordem e Progresso.