A descentralização de serviços e do comércio é fenômeno que desafia a crise econômica e mostra uma nova dinâmica da cidade. A pedido da Tribuna, a Secretaria de Indústria e Comércio de Apucarana listou seis ruas com potencial de crescimento e movimento de novos negócios. Faltam números a respeito dos novos empreendimentos, mas em várias regiões é visível o crescimento comercial.
Na Avenida Aviação, uma das maiores de Apucarana que liga zona norte e zona leste da cidade, por exemplo, há dois centros comerciais em desenvolvimento, um na Vila Nova, outro no final da avenida, fomentado pelo crescimento habitacional da zona leste, que ganhou nos últimos anos três grandes residenciais que geraram uma demanda imediata de comércio e serviços.
Outras rua citada pela secretaria, a Cristiano Kusmaull, na zona oeste, também cresce comercialmente exatamente por conta da demanda habitacional, a mesma que fez da Rio Tibagi, no João Paulo, um centro comercial consolidado há anos.
Outros pontos que chamam atenção estão na zona norte, cujas avenidas Central do Paraná e Itararé, têm o comércio sendo estimulado por investimentos de outros setores, notadamente os públicos. Posto de Saúde, Praça do CEU e, mais recentemente, capela mortuária e o Cisvir geraram um efeito imediato de valorização da área e geração de novos empreendimentos, notadamente na área de alimentação. Para região ainda está programada a construção da sede da Justiça do Trabalho, cujas obras foram congeladas no ajuste fiscal decorrente da crise.
A crise também tem efeito no quadro, mas inverso. Com custos mais baixos nos bairros, principalmente no quesito aluguel, e possibilidade de maior flexibilidade em relação a horários de atendimento, a periferia é endereço mais atrativo para pequenos empreendedores e chama atenção também de investidores maiores.
A descentralização da cidade, não apenas na questão do comércio, mas também na gestão de serviços públicos, é uma previsão que ganhou destaque inclusive no plano diretor de Apucarana, e só traz benefícios para a economia e qualidade de vida da cidade. Gera vagas de trabalho, leva desenvolvimento para outros pontos e ajuda a desafogar a área central da cidade. Ou seja, todos ganham.
Para que o processo prospere, entretanto, é preciso dar estrutura para os bairros, incluindo na área de segurança e lazer, para garantir os empreendimentos, além de oferta de imóveis com padrão comercial para abrigar essa expansão, ainda uma dificuldade em alguns pontos da cidade. Investir no bairro pode ser uma boa alternativa em tempos de crise.
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