OPINIÃO

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A novela das desapropriações

Tribuna do Norte

| Edição de 23 de outubro de 2015 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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O Contorno de Arapongas é uma obra fundamental para a cidade, pois vai desafogar o trânsito na Avenida Maracanã. O movimento, principalmente nos horários de pico, é intenso e atrasa consideravelmente a viagem rumo a Londrina e ao interior do Paraná. Além disso, há o risco de acidentes com o excesso de veículos, desde carros de passeio até carretas e caminhões.

A obra estava prevista para começar neste ano, mas chegamos a outubro e o trabalho ainda não começou. A concessionária Viapar, responsável pela BR-369, concluiu o projeto de construção e o entregou ao Departamento de Estradas de Rodagem (DER), órgão do governo estadual. O DER contestou o traçado e vai propor mudanças que visam baratear os custos das desapropriações necessárias para o início do trabalho. Ou seja, a obra agora não tem mais prazo para começar.

É um prejuízo muito grande para os moradores de Arapongas e também para os usuários desta rodovia. O congestionamento da Avenida Maracanã é imenso - mais de 14 mil veículos por dia - e a única saída para resolver o problema é o contorno.

O fluxo de carretas torna o trânsito lento e perigoso na via. A estimativa é que o contorno aliviaria em pelo menos 60% o tráfego na Avenida Maracanã.

A obra está estimada em R$ 103 milhões. São cerca de 10 quilômetros de extensão em pista dupla, entre os quilômetros 179 e 189 da BR-369.

O atraso preocupa. Por isso, o governo precisa reavaliar o traçado com agilidade para não prejudicar ainda mais Arapongas e prolongar esse atraso por vários anos. Afinal, o trânsito só piora no local.

O mesmo pode ser dito no Distrito do Pirapó, em Apucarana. O atraso nas desapropriações provocou uma situação inaceitável. Toda a duplicação entre Apucarana e Jandaia do Sul está concluída, com exceção a um pequeno trecho justamente no Distrito do Pirapó, onde uma trincheira consta no projeto original para dar maior segurança aos moradores da localidade rural. O governo estadual precisa apressar a liberação de recursos nesses dois casos. São obras fundamentais para a logística e o transporte em Apucarana, Arapongas e região.