OPINIÃO

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Acidentes com mortes preocupam na PR-444

Da Redação

| Edição de 17 de julho de 2016 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Basta chover para a PR-444 tornar-se palco de tragédias. Na última sexta-feira, duas pessoas – pai e filha - morreram após uma colisão frontal na rodovia, em trecho de Arapongas. Apesar da suspeita de imperícia dos envolvidos no acidente, é indiscutível reabrir o debate também para os problemas estruturais dessa rodovia de pouco mais 30 quilômetros que liga Arapongas a Mandaguari e, infelizmente, está entre as primeiras colocadas no ranking de acidentes com mortes na região.

A colisão envolveu um Vectra, com placas de Maringá, e um Celta, de Cambira. Ananeri Cristina Machado, 33, e Sebastião Cristino Machado, 53, pai e filha, morreram na hora. Eles eram de Cambira. Outras quatro pessoas estão feridas, internadas no Hospital João de Freitas, em Arapongas.

Os acidentes na PR-444 são motivo de preocupação há bastante tempo. A rodovia é muito perigosa por dois motivos. Em primeiro, os problemas de geometria. Há dificuldades de visibilidade e também falhas na construção da rodovia, com ondulações, que a tornam escorregadia principalmente em dias de chuva. O pavimento é de qualidade, o que mascara essas deficiências. Outro problema grave é a falta de separação entre as pistas. Quando um motorista roda e perde o controle do veículo, a possibilidade de colisão frontal é enorme.

As falhas humanas, é claro, também são consideráveis. No acidente de sexta-feira, testemunhas contaram que a motorista do Vectra teria perdido o controle da direção e bateu na lateral de uma carreta. Na sequência, colidiu frontalmente com o Celta.

É preciso, no entanto, discutir intervenções na PR-444. É inaceitável que um trecho de apenas pouco mais de 30 quilômetros provoque tantas mortes assim, gerando tamanha insegurança para os usuários. É uma rodovia estratégica, que corta caminho, mas que é letal para muitos motoristas.

De responsabilidade da Viapar, a PR-444 precisa de mudanças. É preciso discutir a possibilidade, ao menos, de implantar uma barreira que divida as pistas. Afinal, segundo especialistas, isso ajudariam a evitar o registro de tantas colisões frontais.

Outro ponto que não pode nunca ser esquecido é a mudança de comportamento dos motoristas. É preciso cautela ao volante, ainda mais nesse tipo de rodovia.

Infelizmente, o trânsito é letal no Brasil. Somente a união de vários fatores irá reduzir essas tragédias diárias, desde uma postura mais consciente dos condutores, passando por estradas mais seguras até a fiscalização das autoridades.