OPINIÃO

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Alta dos preços da cesta básica afeta o trabalhador

Da Redação

| Edição de 14 de junho de 2016 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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A herança nefasta deixada pela presidente Dilma Rousseff (PT) na economia está prejudicando diretamente o cidadão. O custo de vida subiu muito, afetando a qualidade de vida da população.

Na semana passada, a Tribuna trouxe reportagem mostrando que mais de 70% dos itens da cesta básica tiveram alta superior à inflação nos últimos 18 meses em Apucarana. O IPCA ficou em 15,2% nesse período, mas alguns produtos subiram até mais de dez vezes esse percentual.

É o caso do feijão. Alimento, que está presente diariamente no prato do cidadão, subiu 168%. O produto comercializado a R$ 2,34, em média, em 2014, segundo pesquisa do Procon/Unespar, subiu para R$ 6,28 em maio. No entanto, esse não é mais o valor praticado nos supermercados. A alta foi muito maior. Hoje, o quilo do feijão carioca, o mais consumido, é vendido acima de R$ 10.

Dos 53 produtos acompanhados pela pesquisa, 39, o que equivale a 73%, subiram mais que a inflação oficial. No ranking dos 10 itens mais impactados estão seis itens alimentícios, dois produtos de limpeza e outros dois de higiene pessoal. Além do feijão, também subiram consideravelmente os preços do leite, sal, açúcar e arroz.

É claro que o clima influencia nos preços dos alimentos, especialmente o excesso de chuvas no começo do ano. No entanto, a situação econômica do país pesa também consideravelmente no aumento do custo de vida no país.

Desde o ano passado, os consumidores têm notado uma disparada de preços nos supermercados. A inflação subiu acima dos patamares esperados por conta da recessão e da queda de confiança. A questão do clima influencia diretamente nesses aumentos mais exponenciais, acima de 100%, especialmente nos legumes e hortaliças, que ficaram fora desse comparativo publicado pela Tribuna.

O aumento do dólar no ano passado, somado ao reajuste assustador da energia elétrica e da gasolina, vem provocando essa escalada dos preços. Há também a alta, em âmbito estadual, do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), que também provocou repercussão nos valores praticados.

Como sempre ocorre, é o cidadão mais simples que “paga o pato” pela crise nacional. Com o dinheiro contado a cada começo de mês, o trabalhador precisa gastar mais sola de sapato na pesquisa de preços e, pior, está tendo que abrir mão de alguns produtos - muitos básicos - porque a conta não fecha.

Por isso, o reequilíbrio da economia é fundamental no país. O presidente interino Michel Temer (PMDB) está tendo, ao menos nesse campo, alguns acertos importantes. Assim, é fundamental que o novo governo consiga apoio para seguir com as mudanças necessárias.