OPINIÃO

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Alta infestação do Aedes aegypti gera preocupação

Da Redação

| Edição de 06 de fevereiro de 2018 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Os resultados do 1º Levantamento do Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRAa) de 2018 são preocupantes na região. Os dados, divulgados na segunda-feira pela 16ª Regional de Saúde (RS), de Apucarana, mostram que cinco cidades estão com infestação do mosquito acima de 3,9%, quando há alto risco: Califórnia (5%), Faxinal (5,4%), Apucarana (5,4%), Borrazópolis (6,4%) e Kaloré (6,5%). Outras oito cidades estão com infestação entre 1% e 3,9%, considerada de risco médio, e apenas duas abaixo de 1%, que é o índice recomendado pelo Ministério da Saúde. 

O levantamento precisa servir de alerta para as autoridades da área de saúde, mas também para a própria população. O Aedes aegypti é vetor de doenças perigosas, como dengue, febre amarela, chikungunya e zika vírus. 
No último ano, os municípios da região conseguiram reduzir drasticamente os casos de dengue, principalmente. Isso ocorreu graças ao trabalho conjunto dos órgãos de fiscalização, mas também por conta de uma mudança de postura dos moradores, que passaram a cuidar mais da limpeza dos seus quintais. 
No entanto, o começo de 2018 é preocupante. O primeiro sinal para o surgimento de vários casos é o aumento do índice de infestação do mosquito. É claro que o tempo atípico de janeiro colaborou. Foram dias de muita chuva, intercalados com sol forte. Esse cenário é propício para o surgimento do Aedes aegypti. Por isso, a população precisam reforçar os cuidados básicos em casa. 
É essencial, por exemplo, evitar o acúmulo de água em latas, embalagens, copos plásticos, tampinhas de refrigerantes, pneus velhos, vasinhos de plantas, jarros de flores, garrafas, caixas d´água, tambores, latões, cisternas, sacos plásticos e lixeiras, entre outros. 
Em Apucarana, por exemplo, a maior incidência (39%) do mosquito ainda é fruto da ação humana. Está justamente em depósitos de lixo, sucatas e entulhos, descartados de maneira imprópria. É também alta a incidência (26,7%) de larvas em locais de armazenamento de água, como floreiras, vasos reservatórios para animais e garrafas. 
É preciso redobrar a atenção, principalmente nesse período do ano, em que o clima favorece a infestação do mosquito. As doenças causadas pelo Aedes aegytpi são gravíssimas. Os municípios precisam manter o controle da doença, como ocorreu ano passado. Para isso, no entanto, é preciso envolver toda a comunidade. É uma questão de saúde pública.