OPINIÃO

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Angústia da espera pelo primeiro emprego

Da Redação

| Edição de 10 de junho de 2016 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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A crise econômica trouxe um custo social enorme para o país. A classe trabalhadora foi a mais prejudicada, com o aumento do desemprego. Os jovens, especialmente aqueles que buscam a entrada no mercado de trabalho, são os mais afetados. É algo angustiante e que mostra que o Brasil deixou de ser um país de oportunidades.

O desemprego atingiu 11,2% em abril, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). É a maior taxa já registrada pela série histórica do indicador, que teve início em janeiro de 2012.

A taxa de desocupação trimestral está subindo há 17 meses consecutivos em comparação ao ano anterior, segundo o IBGE. A população desocupada bateu os 11,4 milhões e atingiu o maior número da série.

Esses dados mais recentes ajudam a dimensionar o tamanho do problema. A recessão dizimou postos de trabalho. É um reflexo do enfraquecimento da economia, que tirou a competitividade da indústria.

O desempregou atingiu em cheio a população. Muitos trabalhadores estão sem ocupação, sem contar milhares de brasileiros que tiveram queda de ganhos por causa da incapacidade do governo de Dilma Rousseff (PT) de manter a economia aquecida.

Se a situação está terrível para o trabalhar com experiência e boa formação acadêmica, o quadro é ainda pior para os jovens em busca do primeiro emprego. A Tribuna trouxe reportagem na quarta-feira mostrando, em números de Apucarana, que as contratações de primeiro registro na carteira de trabalho caíram 57% em dois anos enquanto as contratações gerais 38,3%. Ou seja, o mercado está muito mais competitivo. Trabalhadores capacitados estão disputando todas as vagas, abrindo mão de salários mais vantajosos para se manterem empregados. As empresas acabam optando por esse perfil, já que conseguem conciliar experiência com vencimentos mais adequados à atual realidade. Os jovens, infelizmente, sobram.

Esse panorama vem se repetindo em todo o país. São milhares de jovens que estão fora do mercado de trabalho. É algo angustiante e que reflete a incapacidade do governo em promover uma recuperação da economia. Isso explica a queda da presidente Dilma Rousseff e a esperança renovada com o interino Michel Temer (PMDB), apesar de todos os problemas na montagem do governo. A situação chegou a um ponto insustentável. A população está sofrendo na pele o aumento da inflação, do custo de vida e da queda de rendimento, sem contar o drama do desemprego. O Brasil andou para trás e precisa se reerguer para voltar a gerar oportunidades para todos.