OPINIÃO

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​Cafeicultura da região deve investir em novas tecnologias

Da Redação

| Edição de 11 de setembro de 2018 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Tradicional cultura da região, o café está passando por um processo de reinvenção. Os produtores estão investindo em tecnologia para conquistar o mercado exterior, apostando na produção de grãos de melhor qualidade, o café gourmet. Esse é um caminho promissor. Apesar de anos de trajetória no Norte do Paraná, a produção local pouco avançou nas exportações. É um nicho que precisa ser explorado. 

A meta de tornar a região um polo exportador de café tem o apoio da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Paraná (Emater). Em parceria com a Universidade Estadual de Maringá (UEM) e inciativa privada, a Emater está desenvolvendo um selo especial chamado ‘Café Norte Novo’. O objetivo é criar uma marca que possa identificar o produto local. 
A região tem um imenso potencial. Além da tradição, os municípios do Norte do Paraná têm um clima propício e características geográficas favoráveis para produzir um café de qualidade, que atenda aos exigentes requisitos externos. Tanto é que os produtores da região constantemente vencem o prêmio Café Qualidade Paraná e também obtêm prêmios nacionais. 
No entanto, os produtores da região precisam investir em tecnologia e novos métodos de produção. Muitos cafeicultores do Norte do Paraná pararam no tempo e precisam mudar sua forma de trabalhar. Em outros Estados, como Minas Gerais e São Paulo, também estados tradicionais nesta cultura, já houve essa mudança de mentalidade. 
É um desafio mudar o formato. A maioria das propriedades em atividade na região é comandada por famílias. As lavouras de café passaram de pai para filho e, consequentemente, a maneira de administrar o cultivo. Porém, é preciso buscar novas formas de produção, principalmente no que tange a mecanização e também a busca por uma maior qualidade. O café gourmet garante, por exemplo, mais rentabilidade na venda do grão. Em alguns casos, o aumento é da ordem de 100%. O cultivo tradicional, portanto, está perdendo espaço no mercado. 
Nesse contexto, o projeto do selo “Café Norte Novo” é importante para garantir um suporte aos cafeicultores da região que estão dispostos a aumentar a renda e a investir no café gourmet. Além de estratégia de marketing, o selo também irá padronizar métodos de produção. A inspiração vem de rótulos já consolidados no mercado nacional e internacional, como os mineiros ‘Alta Mogiana’ e ‘Sul de Minas’, além do paulista ‘São Paulo Centro-Oeste’. 
O café do Norte do Paraná tem muitas singularidades que precisam ser aproveitadas. A tradição não será deixada de lado, mas usada a favor. É importante agregar valor à produção e levar o café de qualidade produzido nos municípios da região para o mundo.