OPINIÃO

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Colégios precisam de infraestrutura adequada

Da Redação

| Edição de 23 de janeiro de 2017 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Após anos de espera, começou a reforma da quadra poliesportiva do Colégio Estadual Heitor Furtado, no Núcleo Habitacional João Paulo I, em Apucarana. Esta obra é simbólica. Em 2015, um jovem de 18 anos morreu após complicações decorrentes de uma queda nesta quadra. Ele sofreu fratura de fêmur durante aula de educação física e acabou sendo vítima de uma embolia pulmonar.

Infelizmente, precisou ocorrer uma tragédia para que as autoridades acelerassem o trâmite de liberação de recursos para a reforma. A quadra esportiva do Colégio Estadual Heitor Furtado não oferecia as mínimas condições de uso para os estudantes. Sem cobertura e com muitos buracos, o local sempre representou um perigo aos alunos, mas acabava sendo utilizado, pois era a única opção existente neste estabelecimento de ensino.

Foram muitas reivindicações da comunidade escolar, inclusive antes do triste episódio com o estudante, o jovem Eduardo Henrique Suba. Como afirmou à Tribuna o diretor do colégio, José Marcelo Prado, o colégio ficou estigmatizado após o acidente com o estudante e a reforma dessa quadra é carregada de grande simbolismo para os alunos e também para toda a comunidade do João Paulo I.

As obras de reforma da quadra foram iniciadas na última semana. O investimento, de R$ 390 mil, prevê construção de novos piso e cobertura, além de intervenções de acessibilidade. Será uma nova e revigorada quadra poliesportiva, como deve existir em todo estabelecimento de ensino.

Muitos colégios estaduais da região ainda carecem de melhorias nas suas quadras esportivas e também em salas de aula, cozinhas, entre outros espaços. Há uma defasagem muito grande na infraestrutura, principalmente dessas escolas mais antigas.

O governo do Estado, é preciso reconhecer, tem buscado alternativas. O Programa Escola 1000 prevê o repasse de R$ 100 milhões a mil unidades da rede estadual visando justamente a realização de reparos. Cada escola deve receber em torno de R$ 100 mil. Na região do NRE de Apucarana, 29 estabelecimentos de ensino foram beneficiados.

É um programa importante, que não acontecia, segundo o governo estadual, há 20 anos no Paraná. É claro que muitos colégios ficarão de fora ou este dinheiro não será suficiente para atender todas as demandas.

São muitas exigências no Estado, mas é preciso resolver mais esta. Uma infraestrutura de qualidade é fundamental para o ensino ofertado e também para evitar acidentes. O episódio envolvendo o estudante apucaranense é inaceitável e todo esforço possível deve ser empregado para que uma fatalidade como essa não se repita dentro de um colégio público.