A Secretaria de Estado da Segurança do Paraná (Sesp-PR) já finalizou e aprovou o projeto executivo do Centro de Detenção Provisória (CPD) de Arapongas. A previsão é licitar a obra no ano que vem. A nova unidade, destinada a atender presos que ainda não foram julgados, terá 1.460 m² de área construída e vai abrigar 136 detentos, o triplo da capacidade da atual Cadeia Pública que, a exemplo de outras unidades da região, sofre um problema crônico de superlotação e mantém, em média, uma população carcerária de 170 pessoas.
A precariedade da cadeia pública é um problema antigo na cidade. Além de superlotado, o prédio é precário. Construída na década de 70, a carceragem está com estrutura hidráulica e elétrica comprometida, além de apresentar infiltrações e uma série de outros problemas listados pela Defensoria Pública do Estado e que embasaram uma ação civil pública pedindo a interdição da cadeia. Como medida paliativa, a comunidade se organizou e chegou a construir um um anexo para ampliar a capacidade da carceragem.
A construção da nova cadeia é uma bandeira de várias gestões do Conselho Comunitário de Segurança (Conseg) e está há anos na pauta de reivindicação do município em relação ao governo do Estado. O novo CPD será construído em um terreno de aproximadamente 5 mil m², doado pela prefeitura há oito anos, quando a construção da nova cadeia foi anunciada. De lá para cá, o projeto vem andando a passos lentos.
A superlotação, as tentativas de fugas e a localização da cadeia, na área central da cidade são alguns dos problemas apontados pelo Conseg e pela comunidade. Administrar os problemas inerentes da cadeia superlotada também sobrecarrega a Polícia Civil.
A construção de unidades provisórias é uma demanda de todo estado. Ontem, foram autorizadas licitações das unidades de Ponta Grossa, Foz do Iguaçu, Guaíra e Londrina. São 3 mil novas vagas.
A expectativa é o projeto de Arapongas se torne mais prioritário dentro do novo governo que vai assumir a partir de janeiro. Nenhum projeto de governo gosta de investir recursos em presídios ou em cadeias, mas exatamente por conta disso, boa parte das cadeias do Estado tem o mesmo perfil da unidade de Arapongas. São cadeias com estrutura deficiente e sem segurança. É preciso reverter esse quadro.
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