OPINIÃO

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Crises, crises e crises…

Por Thadeus Palka, advogado em Apucarana

| Edição de 31 de outubro de 2015 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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A cada instante todos são tomados por notícias que preocupam a vida de cada um, principalmente em se falando crise: econômica, financeira, educacional, política, institucional, desenvolvimento, monetária, família e tantas e tantas.

Meus pais vieram da Polônia, por volta de 1933/34, quando lá a vida era impossível, o que se ganhava mal dava para viver; miséria absoluta; então o que fazer? Buscaram terras longínquas onde pudessem respirar o ar da liberdade e possibilidades de vida melhor; quando aqui aportaram tiveram que superar grandes dificuldades: sem dinheiro, desconhecimento da língua, doenças, sem terra, sem profissão definida, isto é, com a cara e coragem e vontade de vencer.

Desde 1936, quando nasci também num período de crise.

Vale destacar de lá para cá que: em 1932 - Revolução Constitucionalista, em que o estado de São Paulo exige convocação de Assembleia Nacional Constituinte; em 1934 – promulgada a 3ª. Constituição do Brasil. Vargas é eleito presidente do Brasil; em 1937 – início do Estado Novo, onde Vargas governa de forma autoritária; em 1942 – Brasil declara guerra às potências do Eixo (Alemanha, Itália e Japão) – em 1943 (1º. de Maio) – criação da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho); em 1946 – Assembleia Constituinte promulga a 4ª. Constituição brasileira; em 1950 – Vargas é eleito pela segunda vez presidente do Brasil; em 1955 – pelo voto direto, Juscelino Kubitschek é eleito presidente do Brasil; em 1957 – início da construção da nova capital federal: Brasília; em 21/04/1960: inauguração de Brasília; em 1964: golpe militar e início da Ditadura no Brasil. O período é marcado por censura, repressão aos movimentos sociais, intervenção estatal na economia; em 1979: início do movimento pela redemocratização do país. Movimento grevista no ABS Paulista. Lei de Anistia permite a volta dos exilados políticos; em 1984 – Movimento das Diretas Já exigia o retorno das eleições diretas para presidente da República; em 1985 – fim da Ditadura Militar com a eleição de Tancredo Neves pelo Colégio Eleitoral. Tancredo morre antes de assumir e quem assume a residência é o vice José Sarney; inflação no Brasil; em 1986 – Eleições para a Assembleia Nacional Constituinte; em 1988 – promulgação da Nova Constituição do Brasil (em vigor até hoje); em 1989 – Fernando Collor é eleito presidente pelo voto direto; em 1990 – Plano Collor – nova moeda e confisco monetária para derrubas a inflação; em 1992 – Collor renuncia à presidência da República, após acusações de corrupção e investigação da CPI; em 1984 – Plano Real derruba e controla a inflação; em 1995 – Fernando Henrique Cardoso do PSDB toma posse como presidente da República. Fica no poder por dois mandatos; em 1998 – Fernando Henrique é reeleito presidente; Em 2002: Lula do Partido dos Trabalhadores é eleito presidente do Brasil; em 2006 – Lula é reeleito presidente da República; em 2010 - Dilma Roussef do PT é eleita para presidente do Brasil; é eleita e mantem-se no cargo até a presente data.

Essa é a história política brasileira, resumida e conhecida desde 1936; a cada fato exposto sempre houve momentos de crises e de dificuldades e nem, por isso, o Brasil deixou de crescer e se colocar em destaque no concerto das outras importantes nações do mundo. Crises surgem para serem superadas.

Que cada um analise o período em que viveu e, talvez, até tenha sido um dos partícipes dos movimentos da população que visaram a melhoria da qualidade de vida de cada um de nós. Por isso, ninguém ignore que as crises surgem sempre e haverão de existir sempre.