A direção defensiva precisa fazer parte da rotina dos motoristas e condutores de motocicletas. É o caminho mais curto para reduzir o número de acidentes de trânsito no país. Estudos internacionais mostram que 64% dos acidentes estão ligados ao fator humano, 30% a problemas mecânicos dos veículos e 6% a falhas nas vias. Portanto, é fundamental a conscientização e a busca incessante por uma maneira mais segura de dirigir para reverter o quadro de violência no trânsito.
O motorista que adota a direção defensiva age de forma preventiva no trânsito, conduzindo seus veículos com cautela e civilidade. “O condutor defensivo é aquele que que tem uma postura pacífica, consciência pessoal e de coletividade, tem humidade e autocrítica”, diz o manual do Departamento de Trânsito do Paraná (Detran-PR) sobre o assunto.
Esse perfil, infelizmente, é raro no trânsito. Os motoristas dirigem de forma apressada, não respeitam a sinalização e a legislação, desrespeitando toda as normas de segurança. O reflexo é óbvio: aumento dos acidentes com feridos e mortos em todo país.
Levantamento feito pelo Observatório Nacional de Segurança Viária (ONSV) mostra que, entre os anos de 2011 e 2015, foram registradas cerca de 210 mil mortes em acidentes de trânsito, o que representa cinco mortes por hora, ou uma morte a cada 12 minutos nas estradas brasileiras. É um número alarmante.
Em Apucarana, neste ano, foram registrados 447 acidentes no município. Destes, 154 tiveram participação de motos, o equivale a 35% do total. Foram cinco mortes, sendo três de motociclsitas. Os dados são da Polícia Militar (PM), que só contabiliza as mortes no local do acidente e não leva em conta em seu relatório os óbitos posteriores, após atendimento hospitalar.
Em Arapongas, segundo o “Placar da Vida” da Polícia Militar, foram até agora 531 acidentes, com oito mortes e 304 pessoas feridas. As ocorrências envolvendo motocicletas e motonetas somaram 278.
Esses números precisam servir de alerta. Como já foi dito, o fator humano está por trás da maioria das ocorrências. Por isso, é fundamental adotar uma postura mais cautelosa, principalmente entre os motociclistas, que acabam envolvidos nos acidentes com maior gravidade na área urbana.
A direção defensiva não pode ser algo que se aprende na autoescola apenas. É preciso colocar em prática no cotidiano. O ritmo alucinante das pessoas hoje não pode ser reproduzido no trânsito. É um preço muito caro que é pago no caso de acidentes. Está comprovado estatisticamente que a violência no trânsito tem o agente humano como principal causador. Portanto, é preciso mudar de postura antes de tudo para reduzir esses números de acidentes e mortes nas ruas e rodovias do país.