OPINIÃO

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É hora de virar a página e unificar o Brasil

Tribuna do Norte

| Edição de 13 de maio de 2016 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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O Brasil amanheceu ontem com esperança, mas também com pressa. O afastamento da presidente Dilma Rousseff (PT) foi aprovado no início da manhã pelo Senado. Ela deixa o governo por 180 dias, até conclusão do julgamento pelos senadores. Então vice, Michel Temer já assumiu o cargo e anunciou seu novo ministério. O peemedebista não pode perder tempo. O Brasil espera uma resposta rápida do novo presidente. A expectativa é a melhor possível. Temer se mostra motivado a dar uma resposta à sociedade.

Esses seis meses de governo Temer serão fundamentais para evitar qualquer questionamento público. Dilma deve manter um governo paralelo, de resistência, mas somente uma hecatombe política ou um erro crasso de Temer garantiriam o seu retorno. O fim da era Dilma está sacramentado. O PT não tem mais representatividade e credibilidade. O partido precisa se reinventar, mas isso é outra história. Agora, é hora de sair desse estado de letargia que abraçou o Brasil nos últimos meses, com a crise institucional, política e, principalmente, econômica.

O processo do impeachment foi extremamente desgastante. A nação inteira ficou paralisada desde o começo do ano à espera de um desfecho. Com o afastamento de Dilma, o momento é de virar a página, de “trocar o disco”.

A saída de Dilma não tem mais volta. O Brasil precisa colocar em prática uma agenda, pensar no futuro do país, em encontrar soluções para os problemas... Talvez esse seja o maior desafio de Temer: pacificar uma nação completamente dividida.

O Brasil ficou estagnado desde o começo do segundo mandato de Dilma. É claro que o Congresso Nacional não levou adiante nenhuma proposta da petista. É claro que havia um movimento para derrubá-la e ela deu totais condições para aprovação do impeachment. Primeiro, realizou as chamadas “pedaladas fiscais”, cometendo o crime de responsabilidade necessário - e legal - para a sua renúncia. Segundo, trocou os pés pelas mãos na política econômica e levou o país à recessão. Terceiro, não teve nenhuma habilidade política e de articulação para reunificar as bases e controlar o ímpeto da oposição.

Dilma fracassou e agora o país precisa “esquecê-la”. A hora é de olhar para frente. O governo deve, imediatamente, desengavetar projetos e planejar com objetividade ações em curto, médio e longo prazos. O Congresso precisa também fazer a sua parte. Reduzir essa ebulição política que, é preciso reconhecer, também fez muito mal ao Brasil, e aprovar projetos, ajudar a máquina a funcionar. Nos últimos tempos, deputados e senadores nada fizeram a não ser trabalhar pela saída de Dilma, o que era necessário. Agora, é hora de mudar, de arregaçar as mangas e lutar para mudar a realidade do Brasil.