O governo federal precisa buscar alternativas para conter a disparada dos preços da gasolina e também do gás de cozinha. A situação está completamente fora de controle, onerando principalmente o cidadão com menor poder aquisitivo.
O preço da gasolina está batendo recorde. Pesquisa realizada pela Tribuna nesta semana aponta que o valor cobrado pelo litro do combustível aumentou em média 10,2% em um mês, sendo vendido por até R$ 4,84. De acordo com dados coletados desde 2013 pela Agência Nacional do Petróleo (ANP), o preço médio do combustível é o maior já praticado pelos estabelecimentos da região nos últimos anos.
A pesquisa realizada pela Tribuna em 23 postos de Apucarana aponta que o litro da gasolina está sendo comercializado entre R$ 4,65 e R$ 4,84, com média de R$ 4,74. O mesmo fenômeno ocorre em Arapongas, onde os valores cobrados também dispararam.
Com o gás de cozinha não é diferente. O botijão está custando até R$ 85 em algumas revendas das duas cidades.
Essa escalada tem relação direta com a nova política de preços da Petrobras. Implantada no ano passado, essa medida permitiu ajustes quase que diários. Isso ocorre também no diesel e chegou a motivar, inclusive, uma ampla greve dos caminhoneiros, que parou o país.
Diante da ampla repercussão negativa, mais uma vez, a a diretoria da companhia anunciou uma alteração na sua política de reajuste do preço da gasolina. O valor do litro na refinaria poderá ficar congelado por até 15 dias, em vez de sofrer alterações diárias, como acontecia desde julho do ano passado. Para evitar prejuízos, a empresa vai recorrer a instrumentos financeiros de proteção – a compra de derivativos de gasolina na Bolsa de Nova York e o hedge cambial no Brasil.
A situação precisa ser controlada. O governo não pode onerar dessa forma o cidadão. O aumento do preço dos combustíveis gera um enorme efeito cascata, afetando os transportes e na esteira também o preço dos alimentos.
A questão dos combustíveis precisa também ser tratada pelos candidatos à Presidência. Até agora pouco se ouviu sobre o assunto. Os candidatos preferem trocar ataques e esquecem de debater pontos que realmente importam.
Esse assunto precisa ser debatido. A atual política de preços tornou-se um problema nacional, afetando o setor de transportes e toda a população brasileira.