OPINIÃO

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Feriado e saldo trágico nas estradas paranaenses

Da Redação

| Edição de 28 de dezembro de 2019 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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O feriado prolongado de Natal deixou um saldo triste nas rodovias do Paraná. Em cinco dias, 26 pessoas perderam a vida em acidentes de trânsito. A quantidade de vítimas fatais cresceu 36% em relação ao ano passado. O número é muito preocupante tendo em vista que a quantidade de acidentes registrados foi menor.
Embora o número de mortes tenha aumentado em todo estado, a quantidade de acidentes caiu de 240 para 220, uma redução de 8,33%, assim como a quantidade de feridos que passou de 297 para 290, uma queda de 2,35%. Na região, foram registradas cinco mortes, quatro na BR-376 nos municípios de Mauá da Serra, Apucarana, Maringá e Sarandi – e uma na PR-444 em Arapongas.
De acordo com as polícias rodoviárias estadual e federal, as causas mais comuns de acidentes com vítimas fatais estão a desatenção, excesso de velocidade, ultrapassagem indevida, ingestão de álcool, desobediência à sinalização e presença de animais na pista. O tipo de acidente que mais resultou em mortes neste feriado foi a colisão frontal. 
Ou seja, a maioria dos acidentes é causada pelo comportamento negligente e imprudente de pelo menos um dos motoristas envolvidos. 
O feriado também foi pródigo em flagrantes deste comportamento. Só nas rodovias estaduais, foram 2.076 flagrantes de excesso de velocidade e 2.025 autuações de trânsito. Nas rodovias federais – onde o uso dos radares estava vetado há alguns meses e foi liberado na véspera do Natal – foram 137 flagrantes de embriaguez, 594 ultrapassagens proibidas e 86 crianças sem cadeirinha, 418 veículos recolhidos e 59 pessoas presas. 
Como se vê, no trânsito brasileiro, basta fiscalizar para encontrar um festival de irregularidades e inúmeros flagrantes de comportamento inadequado nas estradas. 
A maioria dos especialistas em trânsito destaca que a redução dos acidentes passa por um tripé que envolve engenharia de estradas, educação do motorista e fiscalização. Ao que parece, é preciso investir, e muito, em conscientização para que os feriados não sejam tão trágicos nas estradas.