sta semana que começa será decisiva para o futuro da presidente Dilma Rousseff (PT) e, também, para o próprio futuro do país. Amanhã, a comissão especial criada na Câmara para apreciar o pedido de impeachment da petista vota o relatório do deputado Jovair Arantes (PTB-GO). O parlamentar deu parecer favorável ao afastamento da presidente do cargo.
Segundo ele, a denúncia, de autoria dos juristas Hélio Bicudo, Miguel Reale Junior e Janaina Paschoal, preenche “todas as condições jurídicas e políticas” para ser aceita. O ponto central do pedido são as chamadas “pedaladas fiscais” cometidas em 2015 pela petista. São remanejamentos de recursos proibidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal.
O processo de impeachment deve avançar na comissão. Até agora, 35 dos 65 parlamentares que discutem o processo já sinalizaram que votarão a favor do parecer do deputado Jovair Arantes.
Caso aprovado na comissão, o impeachment deverá ser votado em plenário. A intenção do presidente da Casa, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), é colocar o processo em votação no domingo, dia 17. São necessários os votos de 342 dos 513 parlamentares para que a decisão sobre o afastamento vá ao Senado para posicionamento final.
O número de parlamentares favoráveis ao impeachment não para de crescer e a tendência é de aprovação na Câmara. Segundo pesquisa do Datafolha, divulgada na sexta-feira, o afastamento de Dilma já tem 308 votos favoráveis – 34 a menos que o necessário. No entanto, ainda há muitos indecisos e a pressão será grande até a hora da votação. Ou seja, a chance de aprovação é enorme.
É claro que o impeachment é dolorido. Ninguém gostaria que fosse necessário. No entanto, é o único caminho que se mostra plausível para tirar o país desse quadro de paralisia, que está gerando desemprego, perda de renda e acabando com capacidade produtiva nacional.
A presidente Dilma Rousseff não tem mais condições de governar. Além das pedaladas fiscais, a corrupção no governo depõe contra o seu mandato. Ela não consegue mais gerenciar o país e sua permanência representaria a continuidade desse quadro de colapso que se encontra a economia e também a política. A ruptura é o caminho. Esta semana será fundamental para definir se o Brasil reencontra o seu rumo ou permanece atolado em meio à incompetência de gestão e à corrupção que assola a nação.