Diante da crise fiscal que atinge a maioria dos estados e municípios, os gestores precisam reduzir gastos e enxugar a máquina administrativa. É inadmissível que governos estaduais e municipais mantenham esse inchaço de comissionados e secretarias. O mesmo vale para a União, que também tem a obrigação de reduzir ministérios e cortar cargos de comissão.
O governador eleito do Paraná, Ratinho Junior (PSD), vem mostrando que está disposto a mudar a forma de governar o Estado. Em entrevista coletiva na última quinta-feira, em Curitiba, ele confirmou a diminuição no número de secretarias, que passam das autuais 28 para 15 a partir do ano que vem.
Ratinho Jr. pretende implantar um novo modelo de gestão estadual, focado na redução de custos e na eficiência dos processos. Segundo o governador eleito, a economia aos cofres públicos será, inicialmente, de R$ 300 mil mensais por secretaria extinta, totalizando quase R$ 4 milhões por ano.
A expectativa com o novo governo é positiva. Ratinho Junior se mostra consciente dos desafios e vai iniciar o governo com foco no planejamento. Para isso, ele contratou a Fundação Dom Cabral, que fez um amplo estudo do panorama estadual e que ajudou a balizar a definição das secretarias e dos nomes do primeiro escalão.
Entre as principais mudanças na estrutura do secretariado do governo estadual estão a extinção da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, que foi transformada em uma superintendência vinculada ao gabinete do governador; a fusão das secretarias de Cultura e Comunicação; a incorporação do Turismo pelo Meio Ambiente; e a criação de uma secretaria de Justiça, Trabalho e Família.
Ratinho Junior age de forma correta. É preciso modernizar a gestão pública. Infelizmente, muitos governos ainda mantêm a velha política do toma-lá-da-cá. É preciso acabar com isso de uma vez por todas. É preciso governar com rigor e mão firme, controlando gastos e sendo austero com o dinheiro público. O novo governador do Paraná parece disposto a realizar um governo diferente nesse sentido.