OPINIÃO

min de leitura - #

Multa no combate ao Aedes aegypti

Tribuna do Norte

| Edição de 28 de fevereiro de 2016 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

Fique por dentro do que acontece em Apucarana, Arapongas e região, assine a Tribuna do Norte.

É preciso responsabilizar os moradores que não colaboram no combate ao Aedes aegypti. Na maioria dos municípios, é grande o número de terrenos e quintais repletos de recipientes que servem de criadouros do mosquito. Com o avanço da dengue, febre chikungunya e agora do zika vírus, esses proprietários de imóveis precisam responder pelo risco que provocam para toda a comunidade.

Arapongas é um dos municípios que decidiu ser rigoroso na fiscalização dos moradores. Na semana passada, a Câmara de Vereadores aprovou projeto do Executivo que cria o Programa Municipal de Prevenção e Combate dos Vetores da Dengue, Febre Chikungunya, Zika e Febre Amarela. O projeto estabelece medidas obrigatórias de prevenção, eliminação e fiscalização de criadouros e focos do mosquito Aedes aegypti. Entre elas, multas de 0,5 a 3 UFAs (Unidade Fiscal de Arapongas), conforme o número de focos encontrados e reincidência dos infratores.

A falta de comprometimento de muitos moradores é inaceitável. Segundo último boletim da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), 7.360 casos de dengue foram registrados entre agosto de 2015 e a semana passada. São 16 municípios com epidemia e 11 mortes provocadas pela doença confirmadas. Além da dengue, o Paraná já confirmou 84 casos do zika vírus desde agosto de 2015, oito em gestantes.

Não há mais espaço para a irresponsabilidade. O cidadão reclama do poder público - com razão, a propósito -, quando este não cumpre o seu papel. No entanto, precisa fazer a sua parte quando chamado. A limpeza dos quintais e terrenos para combater o Aedes aegypti é o básico. Na verdade, nem precisaria de campanhas de orientação ou multas. No entanto, muitos moradores mantêm verdadeiros lixões a céu aberto em suas propriedades, ignorando totalmente os riscos.

Esse desleixo é uma afronta ao cidadão que mantém seus espaços limpos. Por isso, é necessário rigor na fiscalização e na punição dessas pessoas displicentes. É preciso fazê-las sentir então no bolso pela falta de comprometimento e de respeito. Com o avanço dos casos, somente a conscientização não basta. É preciso multar aqueles que insistem em colocar a saúde pública em risco no Paraná.