Dados Ministério da Saúde divulgados na manhã de ontem apontam que 5.972 dos 8.411 médicos brasileiros aprovados na primeira fase da seleção para substituir os cubanos no programa Mais Médicos se apresentaram nos municípios onde devem atuar. O total representa 71% dos selecionados com o primeiro edital, que era exclusivo para profissionais brasileiros que têm registro nos conselhos regionais de medicina (CRM).
Segundo o balanço, que é parcial, segundo o ministério, 2.439 dos médicos aprovados na seleção não compareceram aos locais de trabalho, o que equivale a 29% do total.
Na região, o índice de desistência foi maior. Das 23 vagas abertas deixadas com a saída dos médicos cubanos no Vale do Ivaí e que tiveram inscrição efetivada por profissionais brasileiros, 8 se mantém abertas após o prazo dado pelo ministério para os profissionais assumissem os cargos, o que equivale a um terço do total.
Não foram preenchidas até agora vagas em Apucarana, Califórnia, Rio Bom, Borrazópolis, Grandes Rios e Manoel Ribas. A falta de profissionais afeta mais os municípios menores, onde o impacto no atendimento é maior. Em Rio Bom, por exemplo, o município tem apenas uma UBS que está sem médico até que a vaga seja preenchida.
Implantado em 2013, o programa Mais Médicos foi criado para dar apoio aos municípios e garantir a cobertura de saúde principalmente nos municípios menores, que têm maiores dificuldades para contratar profissionais de saúde.
Um levantamento divulgado em 2016 pelo Ministério da Saúde apontou que o programa é responsável por 48% das equipes de atenção básica em municípios com até 10 mil habitantes. Desde a crise diplomática que gerou a saída dos médicos cubanos do programa, já havia a preocupação em relação ao preenchimento de vagas de municípios com esse perfil.
Segundo o ministério, as vagas em aberto serão ofertadas novamente para médicos brasileiros e depois para os profissionais estrangeiros inscritos no programa. Espera-se que até janeiro todas as vagas sejam preenchidas. O que não pode ocorrer é a população que mais necessita do serviço ficar desassistida. O fortalecimento da rede atenção básica é fundamental para redução de demandas hospitalares mas, em muitos municípios, é o único acesso ao serviço de saúde disponível.
OPINIÃO
MAIS LIDAS
-
COLUNA DA TRIBUNA
17/01Moro promete oposição ao governo
-
Política
03/10Câmara Legislativa do DF renova metade da bancada de parlamentares
-
Geral
28/10Imensa e desigual, zona oeste é 70% do Rio e tem 41% da população
-
Geral
04/03Operação prende suspeitos de monopólio ilegal de internet em Cabo Frio
-
Cidades
18/11Renda solidária é discutida em audiência pública