Os deputados favoráveis ao impeachment já somam 310, ou seja, faltam apenas 32 parlamentares para atingir o número necessário para garantir o afastamento da presidente Dilma Rousseff (PT). O placar mostra 110 deputados contrários e outros 93 indecisos ou que preferem não manifestar publicamente o seu posicionamento.
Tudo indica que o impeachment será aprovado na sessão que promete ser histórica no próximo domingo à tarde. Há uma pressão da sociedade para que a petista saia de uma vez do cargo e abra espaço para um novo governo, que possa apaziguar a política nacional e retomar o rumo do crescimento econômico.
Na terça-feira, o PP confirmou que também está fora do governo. São 47 deputados, que devem votar pelo afastamento de Dilma Rousseff. Outro partido que está “pulando fora do barco” é o PSD. Dos 38 parlamentares, 31 devem votar a favor do impeachment.
A petista já deu provas de que não tem condições de governar. Agora, com o cerco se fechando, perde o controle emocional. Na terça-feira, ela discursou e mostrou completo abaldo psicológico diante da afastamento iminente do cargo. É mais uma prova do seu despreparo.
A presidente chamou o vice-presidente Michel Temer de “golpista” e de “chefe conspirador” e ressaltou que o peemedebista tem desapego pelo estado democrático de direito e pela Constituição. Ela também atacou o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), presidente da Câmara, e maior artífice do impeachment da petista. Dilma sugeriu que Temer é chefe e Cunha o vice-chefe do que insiste em chamar de “golpe”.
A presidente Dilma está completamente descontrolada. O impeachment tem grandes chances de se tornar realidade no próximo domingo na Câmara. É o que a população anseia. No próximo domingo, certamente, milhares de brasileiros saíram as ruas para novos protestos e, depois, para comemorar o afastamento de Dilma do cargo.
O Brasil está parado, aguardando um desfecho dessa crise política. Enquanto Dilma estiver no comando, infelizmente, não há saída para a economia e também para o impasse político. A população é a maior vítima desse imbróglio.