OPINIÃO

min de leitura - #

Quem mundo é este: violência

Por Thadeus Palka, advogado em Apucarana

| Edição de 15 de julho de 2016 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

Fique por dentro do que acontece em Apucarana, Arapongas e região, assine a Tribuna do Norte.

Nos tempos atuais o mundo vive sob forte tensão econômica, social e econômica; não se sabe como voltaremos aos nossos lares, se vivos ou mortos; a vigilância pessoal ou coletiva, por mais perfeita que seja, está impotente para frear ou resguardar a vida das pessoas; todos vivem sob forte tensão emocional, porque não sabem o que pode acontecer com as suas vidas.

Países liberam o comércio de armas de qualquer calibre, outros, ao contrário, restringem o seu comércio e nenhuma medida é capaz de frear a violência contra a pessoa humana. É o caos. O mundo está virado e sem rumo, é o que dizem.

As armas obtidas, clandestinamente, estão não só nas mãos de adultos como de menores e que amedrontam e roubam as pessoas sem nenhum temor, levando objetos de qualquer valor para depois revendê-los a qualquer preço, e o mais lamentável quando ainda tiram a vida de alguém inocente e pai de família por qualquer bugiganga.

Dias atrás, num sábado, na cidade de Orlando (EEUU), pessoas que se divertiam em uma boate são tomadas por um indivíduo insano e de supetão foram alvo de poderosa metralhadora, matando 50 pessoas e deixando 53 feridos, segundo se sabe é casado e pai de família. Qual o motivo dessa atrocidade? Por que era numa boate gay? Vingança do quê? Os frequentadores magoaram o atirador no quê?

Por que o mundo de hoje está virado? O que está acontecendo afinal? Procura-se saber dos motivos que poderiam ter levado a praticar esse violento massacre e se comenta que teve sua infância e adolescência um tanto difícil sofrendo “bullying” na escola, hostilidade e agredido fisicamente pelos colegas e porque era gordinho e de “outra raça” descendente de afegão. Ao que se deduz sua vida um tanto conturbada pela discriminação e racismo da sociedade onde vivia e que se vingou de sua frustração e sua dor provocando a dor dos outros.

Como bem pondera Maria Clara Lucchetti Bingemer, que: “a impressão é que não estamos minimamente seguros em lugar algum. Queremos proteger os que amamos, mas não temos poder para isso. A qualquer momento pode cruzar nosso caminho um ser cruelmente ferido pela sociedade que construímos. E seremos as vítimas de nossa própria intolerância, nosso racismo, nosso machismo, nossa aversão às diferenças dos outros. É bom parar enquanto é tempo...se é que ainda é tempo.

As que pessoas que vivem num clima conturbado familiar e socialmente como desse atirador, de um momento para o outro, para afirmar sua masculinidade vai agir de maneira incontrolada e inconsequente e aconteça o que acontecer vai praticar atos para chamar a atenção de todos de que é capaz de praticar atos tresloucados.