Com a crise fiscal e a queda na arrecadação, as prefeituras precisam enxugar suas máquinas administrativas. Os gestores públicos têm a obrigação de reduzir seus cargos comissionados e adotar uma nova postura, aplicando com rigor os recursos da população.
Infelizmente, nem todos municípios agem dessa forma. Há ainda muitos exemplos de prefeituras “inchadas”, com excesso de servidores em cargos em comissão, muitas vezes com salários altos.
A Prefeitura de Apucarana está dando exemplo nesse sentido. Segundo balanço divulgado na última sexta-feira pela Superintendência de Recursos Humanos da administração, a reestruturação administrativa realizada recentemente na Prefeitura e autarquias municipais, com aprovação da Câmara de Vereadores, resultará em uma economia anual de R$ 4,3 milhões aos cofres municipais. O enxugamento resultou em 80 exonerações de cargos comissionados, sendo 47 do quadro da prefeitura, 24 na Saúde e 9 na Educação. Esses funcionários recebiam salários entre R$ 1.586,97 e R$ 4.364,19. Mensalmente, a economia será na ordem de R$ 320 mil.
A Prefeitura de Apucarana está correta. É possível ser eficiente com menos gastos, principalmente na área de recursos humanos. Os municípios, que reclamam da queda na receita e do aumento das responsabilidades, precisam adotar uma gestão mais enxuta, que reflita a realidade. Infelizmente, por muitos anos, muitas administrações se transformaram em grandes cabides de emprego. É preciso acabar de uma vez por todas com essa prática.
O poder público tem a função de prestar serviços à população. Por isso, é importante tem uma estrutura ágil e eficiente para atender as demandas dos cidadãos.
É verdade também que muito se evoluiu nas prefeituras, de modo geral, nos últimos anos. Hoje, a maioria dos municípios já trabalha com um quadro de funcionários reduzido. Apucarana mesmo reflete essa nova postura. Dos 575 cargos em comissão existentes em 2013, a atual gestão reduziu para 250 em 2018.
Em contrapartida, o município ampliou as contratações via concurso, garantindo servidores com qualificação técnica nos cargos.
É preciso modernizar a gestão pública. Os desperdícios de recursos são inaceitáveis. Não há espaço para apadrinhamento ou escolhas políticas. É preciso responsabilidade com os recursos públicos.