A internet representa um grande perigo para crianças e adolescentes. Os pais e responsáveis precisam acompanhar de perto a atividade dos filhos no mundo virtual. Os riscos são imensos, pois há muitos abusadores e a aliciadores escondidos atrás de computadores.
Nos últimos 15 dias, três adolescentes de Apucarana e Arapongas saíram de casa após conhecer e travar conversa com pessoas por redes sociais. No caso mais grave, um menor foi levado para Ilhabela, no litoral de São Paulo, e ficou nas mãos de um homem que já foi preso por abusos sexuais contra menores.
Em outro caso, uma adolescente de Apucarana foi mantida em cárcere privado por um jovem de 21 anos. Os dois conversavam por redes sociais. No terceiro caso, a adolescente foi morar com o namorado após combinar a fuga pela internet.
Esses são alguns exemplos apenas. Infelizmente, esse tipo de situação é bastante comum. O Facebook é muito utilizado por aliciadores. Eles se tornam “amigos” virtuais por essa rede social e começam a fazer promessas e reiterados elogios com objetivos criminosos. Alguns adolescentes, imaturos, acabam envolvidos.
O WhatsApp também passou a ser muito utilizado por abusadores. Aproveitando a facilidade de contato garantida por esse aplicativo, esses indivíduos tornam-se muito presentes na vida desses jovens e acabam ocupando um espaço perigoso na intimidade dos menores.
Os pais precisam ser mais vigilantes e acompanhar o que os filhos acessam na internet ou quem estão conversando pelo WhatsApp. É claro que esse trabalho não é fácil, mas é fundamental para evitar danos físicos e psicológicos profundos nos filhos.
É preciso também manter uma relação aberta com os adolescentes e conversar com eles sobre os perigos. Não é o caso de barrar o acesso a internet e a esses aplicativos, mas garantir que essa tecnologia seja usada de modo seguro.
Além disso, algo está errado nas famílias quando um menor começa a se abrir e criar uma relação de dependência afetiva com pessoas mais velhas e completamente estranhas, às vezes, de outras cidades.
É importante, portanto, ser mais vigilante com os filhos na internet e também analisar se há problemas na relação familiar. Os abusadores estão atentos a essas oportunidades e carências e, por isso, cabe aos pais intervir.